Após Ciro e Haddad, Marina estuda assinar compromisso com propostas LGBTI


Uma das pautas mais polêmicas em qualquer disputa eleitoral é a LGBT. Por ser um país de maioria cristã conservadora, há muita resistência na população sobre temas "politicamente corretos" envolvendo os interesses do movimento homossexual no Brasil, deixando alguns candidatos acuados ao falar sobre o tema.

Um deles é a Marina Silva, que apesar de já ter se manifestado contra o "casamento gay" em 2014, mostrou flexibilidade para a discussão através de plebiscito. Aliás, o argumento do plebiscito parece a melhor saída para a candidata da REDE quando o seu objetivo é querer agradar a gregos e troianos. Ela defende o mesmo ao tratar sobre aborto e descriminalização das drogas.



Esse ano a Aliança Nacional LGBTI lançou em 16 de agosto a sua plataforma de propostas, com o objetivo de receber o apoio dos candidatos que decidiram se comprometer com essas medidas. Entre os presidenciáveis, apenas 3 em um total de 13 assinaram a plataforma.

O primeiro foi Ciro Gomes (PDT), seguido por Guilherme Boulos, do PSOL. Ambos se comprometeram assim que a plataforma foi lançada. Por último veio Fernando Haddad, que assinou no último dia 1º (segunda-feira).

“Manteremos nosso firme compromisso com a garantia dos direitos humanos da população LGBTI+”, prometeu o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), segundo informações do Congresso em Foco.



Segundo a mesma fonte, o diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis, conta que a associação entrou em contato com todos os presidenciáveis, menos com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, por considerá-lo "homofóbico".

Quem ainda estuda a assinatura do compromisso com a causa LGBTI é a candidata Marina Silva e Geraldo Alckmin. “A Marina está estudando e o pessoal da diversidade tucana está vendo com o Alckmin. Dos outros não obtivemos resposta”, disse Toni.

O documento propõe, entre outras coisas, a criminalização da "homofobia", do "discurso de ódio" e violência "simbólica" contra a comunidade LGBTI, além de sugerir ações especiais para essa comunidade na esfera pública e o reconhecimento da união homossexual.

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