Psicóloga defende general após polêmica declaração sobre famílias: "Mourão tem razão"



A declaração do General da reserva, Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, sobre "elementos desajustados" como resultado de famílias sem a presença da figura paterna, causou polêmica nos setores "politicamente corretos" da sociedade, mas também acendeu um debate onde muitos concordam com a sua posição do militar, como a psicóloga e escritora Marisa Lobo.

Mourão falou durante um evento do Sindicato da Habitação, em São Paulo, nesta segunda feira, explicando como a crise de valores em que vive o Brasil afeta a criminalidade, destacando a família como um ponto-chave para a compreensão do cenário de violência no país.



“Família sempre foi o núcleo central. A partir do momento que a família é dissociada, surgem os problemas sociais que estamos vivendo e atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados e que tendem a ingressar em narco-quadrilhas que afetam nosso país”, disse o general.

Rapidamente a grande mídia destacou a fala de Mourão segundo as lentes do politicamente correto, sugerindo aos leitores que a opinião do militar é fruto de "machismo", pois estaria desprezando o papel importante das mulheres sobre a educação dos filhos.

Para a psicóloga Marisa Lobo, a qual já publicou um livro chamado "Como Fazer do seu Filho uma Criança Feliz" e sendo, portanto, uma referência no assunto, a declaração do general Mourão está correta.

"Como psicóloga tenho a obrigação de dizer a verdade. Mourão tem razão", escreveu Marisa em sua página no Facebook, acompanhada de um banner da sua candidatura ao cargo de deputada federal pelo Paraná, onde elenca alguns pontos que justificam a sua posição, como por exemplo:



"Às teorias psicológicas e as pesquisas científicas afirmam e fundamentam o papel da figura paterna no desenvolvimento e no psiquismo infantil";

"É pressuposto da teoria psicanalítica o papel estruturante do pai, a partir da instauração do complexo de Édipo. Na trama familiar, o sujeito se constrói e sai do estado de natureza para ingressar na cultura";

"Indivíduos que sofreram com o abandono afetivo durante a infância podem apresentar problemas em seu comportamento social na vida adulta, já que ador da rejeição pode gerar sérios distúrbios de comportamento".

Em outra publicação, a psicóloga enfatizou o caráter comprobatório da declaração de Mourão, dizendo que "estudos afirmam que a ausência paterna tem potencial para gerar conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança, bem como influenciar o desenvolvimento de distúrbios de comportamento".

De fato, há evidências que confirmam a assertividade na declaração do general Mourão. Ao defender o militar, Marisa Lobo mais uma vez demonstra coragem para contrapor o politicamente correto, o que é vital para uma postulante ao cargo de deputada federal.

Não se trata de machismo, muito menos de menosprezar o papel das mulheres na educação dos filhos. Se trata exclusivamente de reconhecer as consequências geradas pela ausência paterna, especialmente em contextos onde a carência de recursos se torna um gravante social.

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