Psicóloga promete o "fim da ditadura nos conselhos" de psicologia se for eleita deputada


Que a psicologia no Brasil está comprometida por ativismo ideológico, isso nós já denunciamos faz alguns anos, em muitos dos casos envolvendo a psicóloga Marisa Lobo. Entretanto, não é sempre que a categoria profissional possui a chance de reagir de maneira contundente, por exemplo, através da justiça. Mas é isso o que pode acontecer daqui em diante.



A psicóloga Marisa Lobo já enfrentou inúmeros casos envolvendo o seu nome em supostas violações ao Código de Ética profissional do psicólogo. Por interesses comuns na área comportamental, foco do nosso canal desde o início, em 2012, acompanhamos sua história desde então, quando ainda éramos rascunhos de palavras jogadas para um auditório vazio.

Marisa ganhou projeção inicialmente ao lutar contra a descriminalização da maconha no Brasil, através de um movimento nacional liderado por ela chamado "Maconha Não". Entretanto, o que lhe tornou alvo de perseguição do ativismo nos Conselhos de Psicologia foi a divulgação das suas mídias, incluindo um site profissional, onde aparecia o nome "Psicóloga Cristã".

Em nenhum momento a psicóloga defendeu uma abordagem "cristã" na psicologia brasileira. O nome em suas mídias eram e ainda são nada mais do que a forma social como a profissional ficou conhecida entre seus colegas e público em geral.

Como é possível observar, o título não sugere uma abordagem cristã, como - existe fora do Brasil -, e também não foi associado a serviços específicos da profissão. Apesar disso, Marisa Lobo foi acusada de violar o Código de Ética por confundir "religião com ciência".



Uma rápida pesquisa no Google poderá demonstrar ao leitor a quantidade de psicólogos que associam o seu nome às religiões e práticas não regulamentadas pela psicologia enquanto técnica de abordagem. Encontramos psicólogos budistas, espíritas, candomblecistas, acupunturistas e vários outros. Entretanto, foi a "psicóloga cristã" que se tornou alvo das polêmicas.

Militância LGBT


Marisa Lobo ganhou os processos contra ela acerca do título "Psicóloga Cristã", mas isso não foi suficiente para se ver livre da perseguição ideológica que lhe cerca até hoje. Com perfil público e ativista, auto-denominada "pró-vida", a psicóloga utilizou suas redes sociais, sites, entrevistas na TV e palestras para se posicionar também contra a agenda política LGBT.


O antigo projeto de lei conhecido como "PL122", também chanado de "Lei contra a Homofobia", foi um dos seus alvos. Esse projeto, caso aprovado, poderia determinar a prisão de quem fosse considerado "homofóbico", simplesmente por discordar do comportamento homossexual e expressar tal discordância publicamente. No balaio, até líderes religiosos poderiam ser presos, dado à subjetividade da lei.

Em seguida, o famoso e agora ressuscitado das cinzas "Kit Gay", também foi combatido pela psicóloga, que disse ser uma forma dos movimentos LGBTs erotizarem crianças de forma precoce dentro das salas de aula. Audiências Públicas, debates na TV e artigos nos sites evangélicos de grande repercussão nacional, como o Gospel Mais e o Guiame ecoaram a voz da psicóloga.

No vídeo abaixo, por exemplo, Marisa Lobo fala em 2012 em Audiência Pública defendendo a liberdade profissional dos psicólogos no atendimento de pessoas homossexuais:





Nessa altura Marisa Lobo já estava no olho do furação dos movimentos sociais de esquerda, mas outro tema surgiu, fazendo com que o seu nome ficasse entre os mais cotados da mídia quando a intenção era discutir sobre o assunto: a Ideologia de Gênero.

Repercussão nacional da Ideologia de Gênero


Quando muito provavelmente você nem imaginava do que se tratava "ideologia de gênero", Marisa Lobo já estava sendo processara por denunciar o ativismo ideológico nos Conselhos de Psicologia, visando exatamente a intenção do órgão em promover, no futuro, isso que hoje chamamos de "desconstrução de gênero".

A publicação do livro "Ideologia de Gênero na Educação", escrito pela psicóloga como fruto das preocupações do ativismo ideológico nas salas de aula, chamou atenção de autoridades políticas da bancada conservadora no Congresso Nacional. Os setores considerados conservadores da sociedade, como igrejas e seminários, também começaram à tomar conhecimento do assunto.



O Conselho Federal de Psicologia tratou logo de publicar uma "Nota de Repúdio" ao conteúdo do livro publicado pela psicóloga. Esse foi apenas um entre vários casos de intimidação e perseguição patrocinado por ativistas do movimento LGBT, que à revelia da absoluta maioria dos homossexuais, está interessado em calar a voz do contraditório.

"Fim da ditadura nos Conselhos"


Finalmente, a psicóloga Marisa Lobo resolveu tentar ingressar na política para lutar em defesa do que acredita, o que novamente lhe rendeu novos casos de perseguição, inclusive judicial. Entretanto, no lugar de minar a carreira da psicóloga, os anos de batalha lhe fortaleceram. Ela obteve cada vez mais apoio e visibilidade, conseguindo realizar novas publicações e associações políticas.

Marisa Lobo tem o apoio da família Bolsonaro


Marisa Lobo diz claramente que o Conselho de Psicologia não a representa, por conta dos constantes posicionamentos do órgão sobre temas como à legalização do aborto, drogas e outras pautas notadamente de esquerda.

Assim, como candidata a deputada federal pelo Paraná esse ano, a psicóloga fez uma publicação recente em sua rede social prometendo lutar contra o ativismo ideológico nos Conselhos Profissionais em geral, mas principalmente nos de psicologia, algo que muitos profissionais enxergam com bons olhos, pois alegam terem sido abandonados pelos conselhos.

De fato, a candidatura de Marisa Lobo é importante, porque ela possui o perfil político necessário para atuar em defesa de questões em que a sociedade acredita. Se eleita, a psicóloga poderá solicitar abertura de investigação e apurar possíveis desvios de finalidade dos Conselhos Profissionais, algo deverá colocar muita gente em desespero.


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