Marisa Lobo denuncia a mutilação genital de meninas: "Onde estão as feministas despeitadas?"


A psicóloga e escritora Marisa Lobo publicou um artigo criticando uma das práticas mais absurdas ainda existentes em países de maioria islâmica, que é a mutilação genital feminina, denunciando a hipocrisia do movimento feminista diante dessa realidade.

Marisa Lobo, que é candidata a deputada federal pelo Paraná esse ano, repercutiu a notícia veiculada esta semana pela agência EFE de notícias, sobre a internação de pelo menos 60 meninas com hemorragias e infecção em consequência da mutilação genital.


"Essa prática horrorosa existe a centenas de anos em pelo menos 30 países, já tendo vitimado cerca de 200 milhões de meninas, segundo um relatório divulgado pela Unicef em fevereiro de 2016", escreveu a psicóloga.

"Na maioria desses países a cultura islâmica é majoritária, influenciando os costumes da população no tratamento das mulheres. No Egito, por exemplo, apesar de a prática ser proibida por lei, o percentual chega a 91%, segundo um levantamento da ONU em 2008, divulgado pelo jornal El Pais em 2014", destaca Marisa.

Diferentemente da maioria das notícias sobre o assunto, a psicóloga ressaltou a origem cultural da prática, também chamada de "circuncisão feminina", baseada em tradições da religião islâmica. Marisa sugere que a grande mídia parece não tratar o assunto como deveria por conta do "politicamente correto".


"Apesar de alguns discordarem da associação da prática com a religião islâmica, a mutilação é citada nos Hadiths, livros que falam sobre algumas tradições de Maomé e é orientada no Tratado da Lei Islâmica, ou The Reliance of the Traveller, uma espécie de manual de jurisprudência muçulmana", explica Marisa.

Hipocrisia feminista


Marisa Lobo então apontou a existência da mutilação genital feminina, praticada milhares de vezes todos os anos, como uma prova da hipocrisia do movimento feminista.

"Nem toda cultura é boa para a vida humana, pois trazem sequelas físicas irreparáveis, psicológicas e espirituais, e isso também vale para a religião. Nesses casos, onde a vida humana está em risco, precisamos intervir e abandonar qualquer tipo de tradição que agride, deprecia e legitima a violência contra o ser humano, especialmente contra nós, mulheres", escreve Marisa.

"Então fico me perguntando onde está a indignação do movimento feminista com uma notícia como essa, da agência EFE? Onde estão as feministas despeitadas que invadem templos cristãos para debochar da fé cristã, mas não manifestam um “pio” contra a atrocidade da mutilação genital ainda presente na cultura islâmica, vitimando milhares de meninas todos os anos? Covardes, é o que são!".



Por fim, a psicóloga, que também é especialista em Direitos Humanos, fez menção indireta ao movimento organizado por mulheres aqui no Brasil, contra a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

"Essas falsas defensoras das mulheres, alienadas por uma ideologia hipócrita e antiDeus, estão mais interessadas em assassinar bebês no próprio útero do que lutar em favor da verdadeira violência e discriminação contra a mulher", defende Marisa em sua coluna no Pleno News.

"A contradição do movimento feminista é tão absurda que, nesse momento, está sendo comprovada por uma campanha que está manipulando parte da população contra um candidato que propõe a castração química de estupradores. Ou seja, contra alguém que defende uma punição bem mais rigorosa para o estuprador, visando combater justamente a tal “cultura do estupro”, tão alardeada por elas mesmas, as feministas. Onde está a coerência nisso?", conclui.

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