Uruguai sente os efeitos da legalização da maconha e inicia campanha sobre os riscos do uso


O governo do Uruguai iniciará no final de setembro uma campanha nos meios de comunicação para sensibilizar a população sobre os riscos do consumo de maconha, cuja produção e comercialização é regulada pelo Estado desde dezembro de 2013.


O secretário da Presidência, também presidente da Junta Nacional de Drogas (JND), Juan Andrés Roballo, anunciou em entrevista coletiva nesta sexta-feira uma série de medidas que serão adotadas para a conscientização sobre as consequências do consumo de maconha, após estudos detectarem uma baixa percepção dos riscos entre os mais jovens.


As medidas foram elaboradas em uma reunião do grupo de trabalho de prevenção dos riscos e danos causados pelo uso de drogas, liderado pelo presidente Tabaré Vázquez e também integrado pelos ministérios de Saúde Pública, Educação e Cultura, assim como por autoridades acadêmicas, da educação, da JND, legisladores e organizações civis.

Segundo Roballo, a campanha será lançada no dia 26 deste mês e terá como objetivo estimular o diálogo, "um elemento que demonstrou ser o mais importante, tanto no Uruguai como em outras partes do mundo".

"Isso não só obedece às boas práticas em nível nacional e internacional, mas também ao que a própria lei dispõe e estabelece como uma obrigação do Estado, que é dar informação, sensibilizar e promover o diálogo", afirmou o secretário da Presidência.

Outra das medidas estipuladas pelo grupo liderado por Vázquez foi o aprofundamento do trabalho "que já vem sendo feito no sistema educacional" em relação ao consumo de drogas.


"Através do desenvolvimento de atividades com os atores mais importantes do sistema, que são os professores, serão oferecidas ferramentas que permitam dialogar com os alunos, seus pais e a comunidade", acrescentou Roballo.

O Uruguai aprovou em dezembro de 2013, durante o governo de José Mujica, a lei que regulamentou a produção e comercialização da maconha de uso recreativo, que atualmente pode ser adquirida no país de três formas, excludentes entre si: o cultivo doméstico, os clubes de filiação e a compra em farmácias.

A compra em farmácias foi a última via a ser implementada e começou em julho de 2017.

Comentário:

Se você espera que a grande mídia noticie com transparência os efeitos negativos da legalização da maconha no mundo, está muito enganado. Não faz parte da agenda global promovida pela cúpula das Nações Unidas qualquer política que desencoraje à legalização.

Se tornou uma falácia consensual a ideia de que para combater o tráfico de drogas é preciso descriminalizar. O que está por trás disso, no entanto, são os interesses no comércio legalizado da substância. É nada mais do que o mesmo tráfico, porém, de forma institucionalizada.



A iniciativa - tardia - de conscientização sobre os - perigos da maconha - do Uruguai evidencia claramente os prejuízos que a população já começa a sentir com a descriminalização, na ocasião do Governo esquerdista de José Mujica. A lógica diz exatamente o contrário: primeiro existe a conscientização, depois a liberação.

Fonte: EFE
Comentário: Will R. Filho

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