Outro golpe na ideologia de gênero: Cérebros de bebês se diferenciam pelo sexo na gestação


Cérebros de bebês masculinos nascidos prematuramente são afetados de maneira diferente e mais severa do que os cérebros femininos. É o que revela um estudo publicado na revista Pediatric Research, da Springer Nature.


Os autores, Amanda Benavides e Peg Nopoulos, da Universidade de Iowa, nos EUA, usaram imagens de ressonância magnética como parte de um estudo em andamento sobre bebês prematuros para examinar como os cérebros de meninos e meninas mudaram e se desenvolveram.

Os pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética de alta qualidade dos cérebros de 33 crianças cujas idades foram padronizadas em um ano. A amostra incluiu bebês com tempo de gestação normal (pelo menos 38 semanas) e prematuros (menos de 37 semanas). Os exames foram analisados ​​em conjunto com as informações coletadas de questionários preenchidos pelas mães dos bebês e outros dados coletados quando eles nasceram.



“O tempo entre o nascimento e um ano de idade é o momento mais importante em termos de desenvolvimento do cérebro. Portanto, estudar o cérebro durante este período é importante para entender melhor como o cérebro prematuro se desenvolve”, explica Benavides.

As medições do cérebro tiradas das ressonâncias magnéticas mostraram que, mesmo nesta idade muito jovem, há grandes diferenças sexuais na estrutura do cérebro, e estas são independentes dos efeitos da prematuridade.

O tecido cerebral é dividido em substância cinzenta cerebral que inclui regiões do cérebro que influenciam o controle muscular, os sentidos, a memória, a fala e a emoção, e a substância branca cerebral que ajuda a ligar diferentes partes da massa cinzenta umas às outras.

Enquanto os cérebros dos meninos eram em geral maiores em termos de volume, as meninas tinham volumes proporcionalmente maiores de massa cinzenta e os meninos tinham volumes proporcionalmente maiores de massa branca. Essas diferenças entre pessoas do mesmo sexo são vistas em crianças e adultos e, portanto, documentam como ainda cedo na vida essas diferenças são vistas.

Em relação aos efeitos da prematuridade, os pesquisadores descobriram que quanto mais cedo um bebê nasce, menor é o volume cerebral total. No entanto, o efeito da prematuridade sobre os tecidos específicos foi diferente, dependendo da idade gestacional do bebê em conjunto com o sexo.



Quanto mais cedo foi o nascimento do bebê, mais baixo foi o volume de córtex (massa cinzenta), segundo os pesquisadores. Quanto mais cedo foi o nascimento das meninas, menor foi o volume de matéria branca em seus cérebros. No geral, embora os efeitos da prematuridade tenham sido observados em meninos e meninas, esses efeitos foram mais severos para os meninos.

Segundo a equipe de pesquisa, é bem conhecido que os fetos do sexo masculino são mais vulneráveis ​​à aberração do desenvolvimento, e que isso poderia levar a outros desfechos desfavoráveis. As descobertas do estudo atual agora acrescentam isso ao mostrar como os cérebros de bebês nascidos prematuramente são afetados de maneira diferente em relação aos bebês do sexo feminino.

“Diante desse cenário, parece provável e até esperado que os efeitos da prematuridade no desenvolvimento do cérebro sejam mais graves nos homens. Os insultos ao cérebro prematuro incorridos nas primeiras semanas e meses de vida prepararam o terreno para uma trajetória de desenvolvimento alterada que se desenvolve ao longo do restante do desenvolvimento e da maturação", diz Nopoulos.

Comentário:

O leitor familiarizado com a discussão envolvendo a ideologia de gênero, deve saber que alguns ideólogos defendem a indiferenciação cerebral do homem e da mulher, desde a gestação, ou especificamente durante a gestação.



Essa falácia visa justificar a não conformidade de uma pessoa com o seu sexo biológico. Alegam, alguns defensores da ideologia de gênero, que não existe uma "natureza" sexual biológica pré-ordenada indicando o desenvolvimento masculino ou feminino, mas que essas definições são atribuições linguísticas da cultura. Para isso, dizem que o cérebro é indiferenciado, sendo exatamente o mesmo em bebês masculinos e femininos.

Vários estudos refutam essa ideologia, mas esse em questão é um dado mais atual, o que é muito importante devido ao contexto de prostituição científica em que vivemos. O estudo mostra que a reação no cérebro dos bebês prematuros se diferencia pelo sexo, confirmando então a natureza do desenvolvimento sexual humano desde a gestação. Ou seja, anterior à cultura!

Portanto, quem lida com esses assuntos deve se ancorar em estudos como esse para fundamentar a certeza de que homens e mulheres são, sim, naturalmente diferentes e sexualmente pré-orientados.


Por: Daryl A Lovell - Springer
Comentário: Will R. Filho

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