Vice escolhido por Marina Silva é a favor do aborto e criminalização da "homofobia"


Escolhido para ser o candidato a vice-presidente de Marina Silva, Eduardo Jorge já se declarou favorável à legalização do aborto, maconha e criminalização da "homofobia"

Se a esperança de Marina Silva era reconquistar o apoio dos cristãos, especialmente evangélicos, que lhe deram os quase 26 milhões de votos na campanha de 2010 e parte do apoio em 2014, certamente isso não acontecerá mais.

A escolha da candidata à Presidência da República por um vice que, diferentemente dela, se posiciona claramente a favor da legalização do aborto, drogas e das pautas do movimento LGBT, defendendo medidas a esse favor em seu governo, enterra de uma vez por todas a chance de Marina Silva subir ao Planalto com o apoio da ala conservadora do país.


Candidato ao Palácio do Planalto em 2014, Jorge defendeu a legalização da interrupção da gravidez.

"Deixar de considerar criminosas entre 700 e 800 mil mulheres que fazem aborto por ano é acabar com uma lei medieval em pleno século 21. É uma coisa inacreditável que o Brasil tenha uma lei machista e cruel como essa para punir mulheres que, por algum motivo, se submetem ao risco de procedimentos clandestinos", disse ele na época, segundo O Globo.

Eduardo Jorge adota a narrativa da esquerda, tratando o aborto, um problema social de ordem moral, ética, educacional e de políticas públicas, como uma medida sanitarista. "Revogar essa lei é uma questão urgente de saúde pública", disse ele.

Eduardo Jorge também defende a legalização da maconha, que para ele é uma forma de combater o avanço da criminalidade:


“O que eu não posso é me conformar com esse fracasso de política pública. Precisamos de uma política mais eficiente, e liberar a polícia para casos mais graves, e tendo uma conversa mais adulta com os usuários, e não como hoje que eu entrego ele para o crime organizado”, disse ele também na ocasião da sua candidatura à Presidência, em 2014, segundo o Terra.

Outras pautas polêmicas na contramão do que os cristãos esperariam de Marina Silva, mas que são defendidas por seu candidato a vice, Eduardo Jorge, é o "casamento gay", adoção de filhos por homossexuais e a criminalização da homofobia, algo que Jorge coloca no mesmo patamar do crime de racismo.

"É inconcebível que a gente viva nos dias de hoje discriminando o ser humano por causa de cor da pele ou orientação sexual. Se um homem quer se casar com outro e uma mulher com outra mulher, isso não devia incomodar as outras pessoas. No meu programa de governo propomos a aprovação de uma legislação que criminalize homofobia e eu garanto que não mudo de ideia sobre isso", disse ele em 2014, com informações do G1.


Se por um lado Marina Silva defende a criação de plebiscitos para discutir esses temas, abrindo mão de governar conforme a representatividade das suas convicções pessoais, por outro, se depender de Eduardo Jorge ele apoiará medidas alinhadas com sua visão, podendo até criar projetos de lei para essa finalidade.

Marina Silva, de fato, erra ao dar esse passo. Os que a criticam por uma postura dúbia e acovardada com relação a esses temas em nome de um conceito equivocado sobre Estado laico, agora possuem mais fundamentos para acirrar suas criticas e fazer afundar ainda mais a candidatura da presidenciável.

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