"Transgênero é, na verdade, um transtorno delirante", diz médico endocrinologista

Mais de 6.000 estudantes exigiram que a Universidade da Austrália Ocidental (UWA) cancele um discurso do Dr. Quentin Van Meter, onde o mesmo critica a ideologia de gênero, mas a universidade decidiu manter a palestra

Van Meter é um endocrinologista pediátrico e presidente do Colégio Americano de Pediatria (ACPeds), um grupo social de profissionais de saúde e especialistas em saúde infantil. Ele foi agendado para falar nesta sexta-feira na universidade UWA como parte de uma turnê nacional patrocinada pela Australian Family Association.



Segundo o jornal inglês The Guardian, no entanto, um grupo de estudantes notavelmente de esquerda conseguiu coletar mais de 6.000 assinaturas para uma petição exigindo que a universidade cancele a palestra do Dr. Van Meter, por conta das suas críticas à ideologia de gênero.

"Transgênero é, na verdade, um transtorno delirante", disse Van Meter. "É um estado de espírito sem base biológica". Ele também argumentou que o uso de bloqueadores da puberdade em crianças confusas quanto ao gênero era semelhante ao abuso infantil.

Em fevereiro, Van Meter detalhou vários problemas com um estudo do National Institute of Health sobre o tratamento de crianças confusas com seu gênero, realizado em um período de cinco anos, dizendo que a pesquisa falhou por não avaliar a saúde mental e emocional das crianças “transicionadas” ao longo dos anos.



“A falha vai aparecer com o tempo", prevê Van Meter. "Dez, vinte ou trinta anos depois, quando as crianças se tornarem adultas e perceberem que devem viver o resto de suas vidas lutando para se encaixar em uma sociedade que não se reformulará para acomodar suas vidas a essa situação”, escreveu Jane Robbins, colaboradora da American Principles Project, resumindo a análise de Van Meter.

"E elas deverão passar por isso com infertilidade e, potencialmente, até condições médicas com risco de vida resultantes dos tratamentos com hormônios e, se continuarem com a cirurgia de redesignação sexual, com corpos mutilados", conclui ela.

Estudos indicam que entre 80% e 90% das crianças que sofrem de disforia de gênero deixam de ter o conflito até o final da adolescência. Nos casos em que persiste, até mesmo a cirurgia completa de “redesignação” de gênero muitas vezes não consegue resolver a tendência acentuada dos indivíduos de se envolverem em autoflagelação.



O relatório Stonewall, da Universidade de Cambridge em 2017, descobriu que 96% dos estudantes trans na Escócia tentaram se auto-flagelar por meio de ações como se cortar, e 40% tentaram o suicídio. 40% nos Estados Unidos também tentaram o suicídio, de acordo com uma pesquisa de 2016 do Centro Nacional de Igualdade de Transgêneros (NCTE).

De acordo com um estudo realizado em 2011 na Suécia, às pessoas trans permanecem 19 vezes mais propensas a se matar do que a população em geral, mesmo após a cirurgia de redesignação sexual.

“Na melhor das hipóteses, cooperando com a fantasia ou ilusão [da criança com disforia de gênero] de estar presa no corpo errado, isso apenas silencia temporariamente o impacto dos problemas emocionais e psicológicos subjacentes, mas não significa que em última análise vai resolver o que está causando a disforia de gênero", disse a Drª. Michelle Cretella, ex-presidente da Associação Americana de Pediatria.


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