Psicóloga denuncia o ativismo de professores nos cursos de psicologia em carta para estudantes

Psicóloga denuncia o ativismo de professores nos cursos de psicologia em carta para estudantes

A psicóloga Marisa Lobo, conhecida por confrontar o ativismo político e ideológico dos Conselhos de Psicologia, publicou uma "carta aberta" onde denuncia a militância dos professores nos cursos de psicologia do país, pedindo aos estudantes que confrontem essa realidade


Autora do livro "Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo", a psicóloga Marisa Lobo dessa vez se voltou para os estudantes de psicologia, publicando uma carta aberta onde denuncia o ativismo de alguns professores que utilizam a sala de aula para difamar o seu nome e espalhar mentiras a seu respeito.

Ela disse que o seu nome é muito citado por algumas pessoas, mas de forma tendenciosa e por consequência de boatos que circulam pela internet, mas que não são verdadeiros.


"A grande maioria das pessoas que 'ouvem falar' do meu nome, no entanto, não faz a menor ideia do que realmente defendo, no que acredito e as razões pelas quais acredito", escreveu a psicóloga na carta publicada em sua coluna no site Pleno News.

"São pessoas que receberam informações distorcidas, incompletas ou mesmo falsas, vindo geralmente de outras que por questões ideológicas, tentam difamar o meu nome, associando o meu trabalho a termos como 'cura gay', 'homofobia', 'fundamentalismo' e outras pechas criadas pelo 'politicamente correto'", acrescenta.

Segundo Marisa, que é candidata a deputada federal pelo Paraná esse ano, essa perseguição vem desde 2012, quando ela se posicionou contra a distribuição do material que ficou conhecido como "kit gay" nas escolas, e também contra o projeto de lei que pretendia criminalizar a homofobia no país, conhecido como "PL122".

"Desde então, comecei a receber algumas denúncias de estudantes de Psicologia, de que o meu nome estaria sendo citado em sala de aula por alguns maus professores, de forma pejorativa, desenhando a minha figura como alguém intolerante", continua Marisa.

Para ilustrar o fato, a psicóloga fez a citação de um relato onde um(a) estudante, não identificado por razões de privacidade, que lhe mandou uma mensagem denunciando o ativismo de um professor na sala de aula.


“Sou estudante de Psicologia e estamos falando sobre você na sala de aula. O professor e a maioria dos alunos estão atacando você e as ações praticadas por ti, as quais considero de suma importância para nos livrar das mazelas do marxismo cultural. Obrigado, Marisa Lobo, por seu trabalho”, diz o relato.

O boato do registro cassado


Marisa Lobo destacou que o relato acima é apenas um entre vários que recebe desde 2012, sendo a maioria sobre a suposta cassação do seu registro profissional. Apesar de ter sido processada algumas vezes pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná, a psicóloga explica que venceu em todos os processos, por não haver provas contra ela de alguma ilegalidade cometida.

"Eu fui processada várias vezes, mas recorri, inclusive na justiça comum, e no final ganhei em todos os casos, exatamente porque não tiveram como provar que eu violei alguma ética profissional. Em um dos casos tive pacientes homossexuais que depuseram em meu favor, negando qualquer tentativa minha de violação ética", escreve Marisa.

"Eles me detestam porque eu digo a verdade e não tenho medo. Porque eu tenho opinião e minhas pesquisas sobre sexualidade, drogas e família não se limitam ao que o Sistema/Conselho determina", acrescenta.


Por fim, Marisa Lobo faz algumas recomendações para os estudantes de psicologia, pedindo que não aceitem o ativismo dos professores em sala de aula e que denunciem se for preciso.

"O maior receio de um professor ativista, que não sabe separar suas convicções pessoas do ensino que visa, antes de tudo, informar a verdade dos fatos, é que ele seja confrontado e denunciado.", escreve.

"Se você é estudante de Psicologia e entende que eu, Marisa Lobo, sou livre para manifestar minhas opiniões como uma cidadã, assim como fazem todos os outros profissionais sobre os mais diversos assuntos em sua vida privada, fora do ambiente de trabalho, então não fique intimidado em confrontar ou até denunciar cada vez que um(a) professor(ra) fizer ativismo ideológico dentro da sala de aula. Se posicione também, você tem esse direito. Te garanto, por experiência própria, que esse ativista vai pensar duas vezes antes de falar bobagens", conclui.


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