Após defender "Lula livre", psicóloga Ana Bock é indicada pelo PT para vice-governadora de SP

Conhecida como um dos maiores nomes da Psicologia Social no Brasil e alvo de polêmica por ter feito convocação para a defesa "Lula livre", a psicóloga Ana Bock foi indicada pelo PT como candidata a vice-governadora de São Paulo


Recentemente publicamos um texto fazendo a denúncia de violação do Código de Ética do psicólogo por ninguém mais, ninguém menos, do que a famosa psicóloga Ana Mercês Bahia Bock, um dos nomes mais citados nos cursos de psicologia do Brasil.


Na ocasião, Bock publicou um vídeo em nome do Instituto Silvia Lane, convocando estudantes e professores de psicologia para participarem da vigília "Lula livre", em Curitiba, não apenas como organização social, mas também utilizando o seu nome de profissional, conforme a transcrição a seguir:

"Como profissionais relacionados com a produção de subjetividades, nos sentimos obrigados a convidar a gente brasileira. Impressiona como o golpe de 2016 manipula subjetividades. Nossa gente brasileira resulta convencida de inverdades e sujeita a posições preconceituosas e equivocadas que não propiciam condições psicologicamente saudáveis. Por isso temos a ver com isso. Por isso precisamos conversar. Venha conversar...".

A utilização do seu nome como profissional para a fomentação de interesses políticos caracterizou uma violação do Código de Ética profissional do psicólogo (entenda aqui), algo que dessa vez fica largamente compreendido pela indicação da psicóloga como candidata ao cargo de vice-governadora do estado de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), segundo informações do G1.

Ao leitor(a) menos avisado, o problema não está na militância de Bock e sua visão política por si mesmos, mas na associação desta com a psicologia. Estamos falando de uma atividade política da - pessoa - Ana Bock, confundida com a psicologia enquanto ciência, associada à professora Bock.


Esse elemento de desconfiança está fundamentado no histórico da psicóloga associado ao Partido dos Trabalhadores, mas principalmente no vídeo publicado por ela em nome do Instituto Silvia lane, onde sua convocação para a vigília "Lula livre", como profissional, deixa evidente a confusão que a psicóloga faz com sua militância político-partidária.

Professora da Universidade de São Paulo (USP) há 42 anos, Ana Bock parece ter abandonado a ética profissional em nome da sua visão política, fato esse lamentável para a psicologia brasileira.

O simples fato de se posicionar em favor de um condenado pela justiça (Lula), usando o nome da psicologia para incentivar "conversas" em sua defesa, demonstra o estágio de alienação em que a psicóloga se encontra. Triste para o pensamento científico do país, pior ainda para a formação dos estudantes.

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