Professora da USP defende livro que faz apologia à pedofilia e prostituição infantil, na Flip

Na última sexta-feira (27), a professora de literatura brasileira da Universidade de São Paulo (USP) Eliane Robert Moraes, causou espanto após fazer uma declaração na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), sugerindo que um livro sobre prostituição infantil não seria pedofilia.


Eliane Robert estava participando de uma homenagem à escritora brasileira, já falecida, Hilda Hilst, autora do livro "O Caderno Rosa de Lori Lamby", que narra a história de uma menina de 8 anos que gosta de se prostituir para agradar os pais.

"Quem será que inventou isso da gente ser lambida e porque será que é tão gostoso?", diz um trecho do livro na página 10. Para a professora Moraes, no entanto, “isso não é pedofilia, é literatura”.


"Eu contei pro papi que gosto muito de ser lambida, mas parece que ele nem me escutou, e se eu pudesse eu ficava muito tempo na minha caminha com as pernas abertas mas parece que não pode porque faz mal, e porque tem isso da hora. É só uma hora, quando é mais, a gente ganha mais dinheiro, mas não é todo mundo que tem tanto dinheiro assim pra lamber", diz outro trecho da obra.

Eliane Robert também é escritora, especializada em literatura erótica, e defende às obras de Hilst. Para a docente, se trata de uma obra ”impura, lírica e pornográfica, santa e sublime”.

Provavelmente ciente do que pode se converter em acusação de incentivo à pedofilia, a professora tentou amenizar sua declaração, afirmando também que “o mundo de Lori Lamby não existe” e que o livro serve para analisar quais são os limites permitidos por uma obra de arte. Ou seja, trazendo o contexto da sua fala para o universo literário.

"Esse livro é perturbador, nos coloca milhares de perguntas, põe em xeque os limites da arte. O que mais perturba é a alegria de Lori. Este é o único livro alegre de Hilda, o resto é desespero e desamparo. Ela (Hilda) cria um mundo fora do mundo. Trata-se de conceber o inconcebível", disse Moraes, segundo informações do Pleno News.


Hilda Hilst, de fato, se autodeclarava "megalomaníaca" e era considerada por muitos uma pessoa "maldita" e "pornográfica". Quanto à ela, parece que seus escritos revelam um universo - pessoal - muito gritante e desesperador, onde a literatura pode ter sido o seu meio de evasão emocional mais urgente. Muitas editoras na época do lançamento de "O Caderno Rosa de Lori Lamby", em 1990, recusaram a publicação.

A gravidade do episódio na Flip, no entanto, está na falta de senso crítico da professora Eliane Robert em nome da literatura, onde a mesma, preocupada mais em ressaltar a arte, deixa de filtrar o aspecto moral da obra de Hilda para supervalorizar o texto.

Certamente Moraes sustenta sua opinião considerando que a obra é uma ficção e não realidade. Entretanto, isso não retira da obra seu peso moral e o impacto que ela pode causar na mente dos leitores, sugerindo que, sim, a pedofilia e a prostituição infantil podem ser prazerosos.

Em uma época onde vemos alguns movimentos que visam tornar a pedofilia algo relativizado, tal declaração ganham outra conotação e pode refletir os efeitos dessa aceitação social da pedofilia.

Na prática, se retirássemos o texto do livro e colocássemos em algum site de pornografia, o mesmo seria considerado um incentivo à pedofilia e prostituição infantil. Não resta dúvida disso! Todavia, por ter sido publicado sob a chancela da "literatura", então a obra entra no hall da "arte" e "cultura", como se não houvesse, também, arte e culturas criminosas.

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