Novo estudo aponta que a maconha medicinal pode ser eficaz contra a epilepsia grave


Um novo estudo considera os benefícios médicos do uso de maconha para ajudar a tratar a epilepsia, que não pode ser controlada com anticonvulsivantes convencionais


Uma nova análise do British Journal of Clinical Pharmacology examina o potencial da cannabis medicinal - ou da maconha medicinal - para ajudar os pacientes com epilepsia intratável, em que as convulsões não ficam sob controle com o tratamento anticonvulsivante comum.

Os autores observaram que o canabidiol - o composto de cannabis mais pesquisado - pode ter uma eficácia modesta e ser apropriado para crianças com epilepsia grave, mas deve-se prestar atenção aos possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas.


Não há evidências suficientes para orientar os médicos na classificação do canabidiol como um medicamento qualquer entre os antiepilépticos atuais, e será importante continuar estudando seu potencial através de testes clínicos mais rigorosos.

“O surgimento nos últimos 12 meses dos primeiros ensaios controlados randomizados do canabidiol é uma boa notícia para algumas famílias desesperadas de crianças com epilepsia grave. Esses estudos são um lembrete de que essa droga não é um milagre, e ainda temos muito a aprender”, disse o co-autor da pesquisa, Dr. John Anthony Lawson, do Hospital Infantil de Sydney, Randwick, na Austrália.

Comentário:

Algumas pessoas confundem a utilização da maconha (cannabis) como entorpecente, ou seja, fumada, inalada, mastigada, com o seu uso para fins medicinais. Assim, quando se fala em descriminalização da maconha, essas pessoas terminam achando que isso inclui a proibição da cannabis medicinal. Não é verdade.

Ser contrário à descriminalização e legalização da maconha para uso recreativo (como entorpecente) nada tem a ver com a sua utilização para fins medicinais, desde que devidamente comprovada a sua eficácia e regulamentação como medicamento. Isso é algo óbvio, tendo em vista que inúmeras outras drogas também são princípios ativos de outros medicamentos, como a endorfina, por exemplo.

Se comprovada a eficácia da cannabis para o tratamento da epilepsia grave, será um avanço e alívio para muitas famílias e isso deve ser comemorado.


Por: Penny Smith - Wiley
Comentário: Will R. Filho

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