Mulher que disse ter relações com 20 fantasmas agora planeja ter um bebê: "Sei que parece loucura"


Reprodução/Youtube/ITV. Amethyst Realm afirma que é adepta da espectrofilia e já fez sexo com mais de 20 fantasmas nos últimos 11 anos

Depois de tantos relacionamentos casuais, Amethyst afirma em entrevista ao portal australiano “New Idea” que encontrou o “fantasma certo” para construir uma relação séria que vai além da parte sexual da espectrofilia. Apesar de não ser capaz de ver seu grande amor, a mulher afirma que consegue se comunicar com ele e os dois têm relações sexuais.

Segundo a conselheira espiritual, o “encontro de almas” aconteceu durante uma viagem para a Austrália. “Um dia, eu estava andando, aproveitando a natureza e senti essa energia incrível. Soube na hora que um novo amante havia chegado”, disse à publicação. Amethyst não sabe dizer com certeza se o fantasma é homem ou mulher, mas que a conexão entre os dois é real e segue forte há seis meses.

Os dois estão, inclusive, “pensando em dar o próximo passo no relacionamento”. “Está ficando bastante sério. Na realidade, estamos pensando em ter um ‘bebê fantasma’. Sei que parece loucura, mas estou pesquisando sobre isso e não acho que seja algo impossível. Tenho certeza que existe um jeito — apenas não consegui trabalhar nisso ainda.”

A conselheira acredita que algumas mulheres conseguem ficar grávidas de um espectro, mas como o corpo e a mente humana não processam a gravidez, os bebês fantasmas não vingam.

Amethyst ficou conhecida por falar sobre seu relacionamento com “seres do além” em 2017. Na época, ela participou do programa de televisão “This Morning” e afirmou que havia “desistido dos homens” de carne e osso por causa dos fantasmas.

Ela descreveu a primeira relação sexual com um espírito como “inesperada” e contou que sentiu a presença do “amante” logo que se mudou para uma nova casa com o ex-noivo (humano). Um dia seu ex estava viajando e ela decidiu que era hora de levar a relação com o fantasma ao “próximo nível”.

“Começou como uma energia, depois se tornou físico. Foi como se tivesse um peso, senti uma pressão nas minhas coxas e uma respiração no meu pescoço. Sempre me senti segura. Eu fiz sexo com o fantasma.” A conselheira inclusive disse que conseguiu atingir o orgasmo.

O ex-noivo de Amethyst descobriu sobre a “traição” depois que o fantasma apareceu em sua forma física para ele, algo que nunca aconteceu para a mulher. “Acho que ele estava apaixonado por mim também e queria que eu terminasse o relacionamento.”

Após o término, a conselheira decidiu que não iria procurar mais companheiros humanos. Com a espectrofilia como “estilo de vida”, ela já teve pelo menos 20 parceiros sexuais e consegue diferenciar cada um deles. “Dá para saber quando são [fantasmas] diferentes. É o mesmo com humanos, eles têm energias distintas”, finalizou.

Comentário:

Esse caso possui duas vertentes que precisam ser compreendidas. A primeira, vinculada ao discurso espiritual, não é nova. Alguns materiais ocultistas, por exemplo, da bruxaria e até do satanismo, possuem ensinamentos que firmam ser possível ter relacionamentos sexuais com entidades espirituais, inclusive "fora" do corpo, mediante a chamada "projeção astral". Nesse caso, até supostas entidades de outros planetas fazem parte do leque de opções (risos).

Para o cristianismo tais relações são impossíveis, salvo pela ilusão provocada por espíritos demoníacos. A teologia cristã reconhece algumas manifestações espirituais, mas não nessa proporção, muito menos de natureza benéfica. Essa noção existe desde à antiguidade.

A outra vertente é a psicológica. Nesse caso, o discurso espiritualista de Amethyst pode ser facilmente associado ao de muitos esquizofrênicos delirantes. O que caracterizaria ou não seu diagnóstico, entre outros, está no nível de comprometimento social acerca de tais delírios. Ao que parece, no entanto, o discurso está apenas no âmbito religioso, parecendo realmente algo de natureza mística e portanto aceitável.

Trazendo para o contexto das ideologias é possível também associar esse discurso à ideologia de gênero. No momento em que Amethyst acredita ser possível ela, como humana, ter relacionamentos sexuais com outra espécie (espectros = espiritual), pode ser que exista um conflito de identidade nesse caso. Não é possível ir além disso por falta de informações, mas uma investigação mais acurada poderia confirmar ou não essa possibilidade.


Fonte: IG
Comentário: Will R. Filho

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