Psicóloga diz que vai combater "projeto diabólico" de Jean Wyllys no Congresso


A psicóloga Marisa Lobo subiu o tom mais uma vez contra o ativismo do movimento LGBT. Conhecida por lutar contra a ideologia de gênero, a candidata a deputada federal confrontou uma proposta do ex-BBB Jean Wyllys, dizendo que vai "sepultar" o Projeto de Lei 5002/2013.


O Projeto de Lei 5002/2013, também conhecido como "João Nery", em referência a primeira pessoa "transexual" operada no Brasil em 1977, foi criado pelo deputado Jean Wyllys em parceria com Erika Kokay e posto para tramitação no Congresso Nacional em 2013, onde atualmente aguarda parecer do relator na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).



A proposta visa facilitar o "processo transexualizador", também chamado erroneamente de "mudança de sexo", não apenas para pessoas acima dos 18 anos, como também em adolescentes ou até mesmo crianças, com ou sem a autorização dos pais, caso a justiça decida em favor do menor.

O projeto também visa alterar o artigo 58 da Lei nº 6.015 de 31 de dezembro de 1973, estabelecendo entre outras coisas que toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua identidade de gênero, o que envolve a modificação da aparência através de medicação e cirurgias, procedimento esse, que, segundo a proposta, deve ser disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

"O PL5002/2013 é um projeto diabólico. O seu voto vai me ajudar a sepultar esse projeto que afronta a família. O Paraná terá uma representante de verdade em Brasília", escreveu a psicóloga em sua rede social.

Marisa Lobo explicou em outra ocasião que o projeto coloca os filhos contra os pais, uma vez que ele prevê o "processo transexualizador" do menor de idade, mesmo sem a concordância dos pais. Nesse caso, a proposta alega que o menor terá direito a um defensor público e que a decisão para o procedimento ficará sob a responsabilidade da justiça, considerando, todavia, o "interesse superior da criança".



"Artigo 5º – Com relação às pessoas menores de dezoito (18) anos de idade, a solicitação do trâmite a que se refere o artigo 4º deverá ser efetuada através de seus representantes legais e com a expressa conformidade de vontade da criança ou adolescente, levando em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

§1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de algum/a dos/as representante/s do menor, ele poderá recorrer a assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança.

§2º Em todos os casos, o menor deverá contar com a assistência da Defensoria Pública, de acordo com o estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.", diz um trecho do PL5002/2013.

Dispensa de diagnóstico e qualquer tipo de acompanhamento no PL5002/2013


Além de prevê de forma clara e inquestionável, conforme lemos acima, a possibilidade de crianças e adolescentes exigirem a alteração da sua certidão de nascimento para outro gênero e até mesmo o processo de "mudança de sexo" sem a autorização dos pais, a proposta também determina que não será necessário qualquer tipo de avaliação/acompanhamento psicológico e médico-psiquiátrico para o início dos procedimentos.



"Em nenhum caso serão requisitos para a solicitação referida no artigo 3º [alteração de gênero e transexualização]:

I – intervenção cirúrgica de transexualização total ou parcial;

II – terapias hormonais;

III – qualquer outro tipo de tratamento ou diagnóstico psicológico ou médico;

IV – autorização judicial.", diz o documento.

Ou seja, como já é bastante conhecido dos nossos leitores, todo o arcabouço científico produzido por vários especialistas do mundo inteiro, alegando a existência do "transtorno de identidade de gênero" e negando os benefícios, por exemplo, dos bloqueadores hormonais da puberdade, são completamente desprezados na proposta, meramente para fazer valer a forma como alguém se "sente" e se "percebe".

Propaganda de Marisa Lobo chamando o projeto de Jean Wllys de "diabólico"

De fato, se o projeto é "diabólico" ou não, a verdade é que ele não possui qualquer fundamentação científica, mas sim e apenas, ideológica. Marisa Lobo, autora do livro "Ideologia de Gênero na Educação" e pesquisadora sobre o tema há anos, se conseguir chegar no Congresso Nacional com a ajuda do Paraná, sem dúvida alguma será uma voz importante contra o avanço da agenda de gênero.

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