Marina Silva tentou lacrar com Bolsonaro, mas foi desmoralizada ao obter resposta cirúrgica


Marina Silva e Bolsonaro protagonizaram o episódio de maior tensão no debate presidencial realizado na última sexta-feira (17) na Rede TV!, quando a candidata da REDE resolveu confrontar o candidato do PSL e terminou ficando a ver navios com a resposta recebida


Marina Silva tentou se aproveitar de uma das pechas lançadas sobre o candidato Jair Messias Bolsonaro, a saber, de que ele teria defendido que mulheres deveriam ganhar menos que os homens em condições iguais de trabalho. Todavia, a resposta que a candidata da REDE recebeu acabou expondo o seu maior ponto falho diante do eleitorado, que é o equivocado conceito de Estado laico.



A grande mídia, como é de se esperar, está tratando o episódio em favor de Marina Silva, procurando transmitir para uma parcela da população (facilmente manipulável e com deficiência de análise crítica dos fatos) que Bolsonaro foi "colocado no seu devido lugar", como sugeriu no mesmo embate o candidato do PSOL, Guilherme Boulos.

Todavia, o que se pode observar com muita clareza foi que Marina Silva não apenas demonstrou perder o controle emocional durante o seu questionamento, tentando interromper a fala de Bolsonaro durante o seu tempo de resposta e sendo, por ele mesmo, obrigada a calar por advertência, como também acabou desmoralizada ao ser exposta a sua contradição acerca da posição sobre à legalização do aborto e da maconha.



Em nenhum outro momento do debate qualquer presidenciável interrompeu a fala do adversário. Marina Silva deixou transparecer a sua ira diante de Bolsonaro, provavelmente seguindo o conselho dos seus marqueteiros de que ela precisa, urgentemente, polemizar e criar situações midiáticas para conseguir aparecer na grande mídia e recuperar um pouco do eleitorado que vem perdendo gradualmente. 

Uma questão simples de entender


Questionado sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres, Bolsonaro havia respondido que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já garante a igualdade salarial, não havendo motivo para se preocupar com isso, senão com o cumprimento das leis que já estão estabelecidas. Em outras ocasiões, como no debate realizado pela Rede Bandeirantes, o mesmo candidato citou o setor público como exemplo, argumentando que nenhum funcionário público é tratado com desigualdade, desde que alocado nas mesmas funções.

Bolsonaro argumenta que o setor privado, por outro lado, o Estado não deve interferir, pois é o empreendedor que define às regras e não o Governo. Resta nesse caso, segundo ele, o bom senso do empresariado e a disputa natural dos cargos, onde a maioria é definida por competência profissional e não pelo gênero sexual.



De fato, Bolsonaro está certo. Quem trabalha há anos no setor privado pode facilmente constatar que a meritocracia não enxerga gênero sexual, mas sim resultados. O empresário não está preocupado se quem vai ocupar um cargo em sua empresa é homem ou mulher, mas sim quem vai lhe dar lucro ou não, isso é algo estritamente relacionado à competência profissional, aliado ao perfil do cargo e interesse de quem o ocupa.

Oportunismo de Marina Silva


Após frisar que a questão sobre a desigualdade salarial é regulada pela CLT, Bolsonaro basicamente encerrou o assunto, deixando claro que o "não se preocupar com isso"diz respeito ao que já está garantido por lei. Sem ter como contra-argumentar, Marina Silva então parte para o apelo midiático, dizendo que o candidato deseja ganhar a eleição "no grito".

Os exemplos citados por Marina Silva, sobre preconceitos que a mulher ainda sofre no seu ambiente de trabalho, nada tem a ver com a questão objetiva sobre desigualdade salarial. Ela tentou dar outro contorno ao seu argumento, uma vez que o ponto central da sua pergunta já havia sido respondido com precisão. Neste caso, a pergunta não foi sobre os preconceitos no ambiente de trabalho contra a mulher, mas sim, sobre desigualdade salarial.

Uma vez que a pergunta foi respondida objetivamente, Marina Silva tentou engrenar outra problemática para constranger o candidato do PSL, tentando reforçar contra ele a pecha de "misógino".



  O que estão aprendendo os nossos filhos


Outra tentativa da candidata da Rede foi lançar sobre Bolsonaro a ideia de que o mesmo está ensinando aos nossos filhos a violência. Ora essa, a citação desse tema por si mesmo já ilustra o desvio de argumentação de Marina em relação ao questionamento original.

Ao apelar para o exemplo de Bolsonaro ao gesticular com uma criança o desenho de uma arma em mãos, Marina Silva explora o lado emocional do telespectador. Ela simplesmente desviou o foco do questionamento anterior para especular a imagem que a grande mídia tem conferido ao candidato do PSL.

A verdade, no entanto, é que Marina Silva mais uma vez deu um tiro contra o próprio pé, pois a absoluta maioria da população desse país entende que é melhor ensinar uma criança a se defender no futuro utilizando uma arma, do que achar que tocar um homem nu em exposição de "arte", por exemplo, é algo bom. Onde estava a candidata da REDE quando tal episódio aconteceu?

Por fim, Marina Silva apelou para a grande mídia. Se a sua intenção foi criar manchetes, ela conseguiu. Mas se ela esperava com isso ganhar o apoio popular, certamente não teve sucesso, pois a população já não é mais refém de três ou quatro grandes veículos de comunicação. 

Por outro lado, Bolsonaro se manteve sereno e conseguiu atingir com precisão o calcanhar de Aquiles da candidata da REDE, o que não foi apenas suficiente para lhe desestabilizar, como para lhe deixar religiosamente desmoralizada.

Assista o momento do debate entre Bolsonaro e Marina, abaixo:



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