Marina Silva erra e contraria a Bíblia ao dizer que "graças a Deus, o Estado é laico"


Em mais uma oportunidade de apresentar suas convicções, a candidata à Presidência da República, Marina Silva, concedeu entrevista para o pastor Caio Fábio, seu velho amigo e apoiador político. Entretanto, a presidenciável fez uma afirmação que além de não agradar a maioria dos cristãos, é um erro diante do que a Bíblia declara sobre a relação de Deus com o povo hebreu.

Várias perguntas foram feitas à candidata durante o programa Papo de Graça, apresentado por Caio Fábio através do Youtube. Em dado momento o humorista Maurício Meirelles e o pastor Neil Barreto apareceram para fazerem suas perguntas. Os dois questionaram Marina sobre como ela, sendo evangélica, iria governar em um Estado laico.




A resposta de Marina foi essa:

“Graças a Deus, o Estado é laico”, destacando que "Estado laico não é Estado ateu… Estado laico, que assegure direitos das pessoas, inclusive direito à liberdade religiosa, direito a não ter nenhuma religião, e os direitos de um modo geral”.

O problema na afirmação está no fato de ela não corresponder à doutrina, acredita-se, seguida por Marina Silva, que tem a Bíblia como seu manual de fé e prática. Segundo o livro sagrado, Deus nunca quis um Estado laico, muito pelo contrário.

No livro do profeta Jeremias, por exemplo, em todo o capítulo 7, vemos claramente como Deus reivindica aos hebreus a - exclusividade - da adoração em prol de um Governo abençoado por Ele. Diferente do que sugere Marina Silva, o Senhor de Israel abomina outras expressões religiosas, como vemos no trecho abaixo:

"Porventura não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém [Estado]?
Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira."

Como consequência, o profeta relata como Deus fica indignado com a rejeição dos israelenses, uma vez que não deram ouvidos ao Senhor:

"...nunca falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem.



Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante. Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito [Estado], até hoje, enviei-vos todos os meus servos, os profetas, todos os dias madrugando e enviando-os.

Mas não me deram ouvidos, nem inclinaram os seus ouvidos, mas endureceram a sua cerviz, e fizeram pior do que seus pais. Dir-lhes-ás, pois, todas estas palavras, mas não te darão ouvidos; chamá-los-ás, mas não te responderão.

E lhes dirás: Esta é a nação [Estado] que não deu ouvidos à voz do Senhor seu Deus e não aceitou a correção; já pereceu a verdade, e foi cortada da sua boca.".

Reforma Protestante é uma coisa, Deus é outra


O texto que acabamos de ler mostra como Deus reivindicou dos israelenses sua total atenção e exclusividade na adoração. Em momento algum vemos espaço para a "liberdade religiosa", por exemplo, nos moldes de um Estado laico como em nossos dias.

E como é até hoje, não há separação entre Estado e religião no judaísmo. Por isso Israel é um Estado judeu. Aliás, a aprovação recente da Lei da Nacionalidade, que torna Israel uma nação exclusivamente judia, confirma essa noção.



O exemplo acima é apenas um entre centenas descritos no Antigo Testamento (que encontra respaldo no Novo), onde a relação entre Deus e os governantes hebreus é sempre de exclusividade e não de "diversidade" ou neutralidade.

Marina Silva confundiu os conceitos, muito provavelmente, pois o Estado laico é, sim, uma herança da Reforma Protestante de 1517, inspirada nos valores cristãos de respeito ao próximo e liberdade, princípios esses que em nome da religião não existiam antes da Reforma. O que havia era a imposição dos dogmas da Igreja em função do Estado.

Ainda assim, mesmo com a Reforma endossando o conceito de Estado laico, isso é uma consequência da rejeição da população a Deus, pois entende-se a partir de então que não é possível mais obter um Governo teocrático sem violar o direito de liberdade das pessoas.

Assim, é perfeitamente possível compreender que a proposta para criação do Estado laico é uma medida consensual, fruto dos anseios humanos e não da vontade de Deus.

Em todo caso, o fato é que com mais essa "gafe teológica" poucos dias após anunciar Eduardo Jorge como seu candidato a vice-presidente, Marina Silva continua se afastando cada vez mais do eleitorado cristão, principalmente dos evangélicos.


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