Quem é a ex-feminista candidata no RJ que está ameaçando o feminismo no Brasil


Quem assistiu seis anos atrás o vídeo do Jornal Folha de São Paulo, com o título "Jovem importa ativismo de peito nu do Femen para o Brasil", dificilmente imaginaria que hoje essa mesma jovem seria uma das principais vozes no combate à ideologia feminista no Brasil, capaz de realizar o "1º Congresso Antifeminista" da história em nosso país.



Ela é Sara Fernanda Giromini, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, mais conhecida pelo público apenas como Sara Winter. Crescida na cidade de São Carlos, no interior do estado de São Paulo, ela passou por experiências traumáticas durante sua vida, incluindo violência familiar, abuso sexual e psicológico.

Devido à justificada revolta contra a violência envolvendo a figura feminina, Sara decidiu ingressar no feminismo para lutar contra a violência doméstica e outros abusos cometidos contra a mulher. Para isso, com apenas 19 anos ela viajou para Kiev, capital da Ucrânia, com o objetivo de se integrar ao grupo feminista Femen, fundado em 2008 por Anna Hutsol.

Leia também: Fundadora do grupo feminista "Femen" comete suicídio na França e deixa carta para o público

Sara Winter então retornou ao Brasil com a missão de fundar uma filial do grupo Femen, sendo ela mesma a primeira integrante da organização internacional.

Sara Winter sendo arrastada quando fazia mais um dos seus protestos pelo grupo Femen

Rapidamente o grupo, conhecido pelo termo "sextremismo", ficou conhecido pelos protestos onde mulheres apareciam seminuas, com os seios de fora, geralmente em eventos de grande repercussão. Como em todos os movimentos feministas atuais, elas reivindicavam à legalização do aborto, o empoderamento feminino e, no caso mais específico de Winter, uma luta acentuada contra o turismo sexual.
Opinião Crítica
Sara Winter em protesto pelo grupo Femen em março de 2013, na Candelária
Sara Winter não durou muito tempo no Femen, pois teve problemas com às integrantes ucranianas. Pouco mais de um ano depois do seu ingresso, as fundadoras emitiram um comunicado oficial alegando que Sara não fazia mais parte do grupo.

Mudança radical, frustração e um aborto


Segundo depoimentos da própria Sara Winter disponíveis na mídia, a relação da ex-feminista com o movimento feminista começou à mudar quando ela viu que na verdade o movimento não luta pelas mulheres, de fato, mas sim por uma ideologia de "empoderamento" que vai muito além dos direitos civis iguais e pelo respeito da figura feminina.



Sara entendeu que o feminismo atual, na verdade, luta pela normatização de um novo tipo de mulher, que não tem nada a ver com a figura feminina, nem com a capacidade da mulher escolher o que deseja fazer da sua própria vida, mas sim por uma imposição ideológica que despreza às diferenças sexuais, a própria biologia, tentando impor um modelo único de pensamento.

Foi assim que ela decidiu escrever o livro "Vadia, Não! Sete Vezes que fui Traída pelo Feminismo":

"Para lutar pelas mulheres, para aderir a tal 'sororidade' temos que nos submeter a um código moral de conduta. Ler os livros daquelas que mandam no movimento, mudar o jeito de se vestir, mudar até mesmo sua preferência sexual e esforçar-se sempre e a todo custo para ser alguém minimamente útil ao movimento com características supostamente acadêmicas e cada vez mais longe da realidade, das mulheres comuns", escreveu Winter no livro.

Sara Winter diz que feminismo é uma doença, mas que tem cura

A obra (disponível no link do título) foi a sua "carta de alforria" do universo feminista, o que lhe fez comprar inúmeras brigas com ativistas do movimento que lhe criticaram por se rebelar contra a patrulha ideológica e revelar os "podres" do movimento.

Um aborto

Sara Winter conta que passou por um aborto traumático e isso foi crucial para sua total mudança de perspectiva sobre à legalização do aborto e toda a ideologia feminista:

"Algumas horas após fazer uso do medicamento, senti dores horríveis, contrações de parto. Queria gritar, mas não podia deixar ninguém ouvir, estava hospedada na casa de uma feminista, médica, que havia me fornecido o remédio abortivo. A mesma estava de plantão (...).



Dez dias depois acordei com a barriga inchada, banhada em sangue, cheiro de podre vinha do meio das minhas pernas (...) Liguei para uma amiga feminista, para que viesse ao meu socorro e me levasse para um hospital. Se passaram horas, eu não conseguia levantar do colchão que ficava no chão, meus dedos estavam azuis, duros. Eu sabia que iria ou morrer ou ir pra cadeia, e sabia que eu merecia qualquer uma das opções pelo que havia feito.

Liguei para outras amigas feministas, mas ninguém veio me ajudar. Me mijei, me caguei, nenhuma delas veio ao meu socorro. Me largaram pra morrer", relata Winter em seu site.

Após ser resgatada por um amigo e levada para um hospital, ela disse que recebeu o diagnóstico de que não poderia mais ter filhos. Apesar disso, seis meses após o aborto Winter estava grávida novamente do seu companheiro. Saber que teria a oportunidade de ter um filho reforçou ainda mais o novo propósito de vida da ex-feminista.
Ex-feminista, após passar pelo trauma do aborto, Sara Winter exibe com orgulho o seu filho

Atualmente considerada uma católica devota e candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, Winter diz que deseja fazer a trajetória contrária ao início da sua vida, lutando pela vida das mulheres que desejam ter filhos, contra à legalização do aborto, contra a ideologia de gênero e, claro, contra o movimento feminista.

"As vezes bate aquela dor pontiaguda no coração, um arrependimento que durará eternamente. Muitas mulheres cometem suicídio pós aborto, pois não conseguem lidar com a dor de assassinarem seu próprio bebê.



Eu decidi não virar estatística. Decidi fazer o trabalho contrário do Feminismo: através da minha experiência de dor, dou a vida a bebês que poderiam ser abortados. Passo dia e noite com gestantes no telefone, as convencendo e orientando a não abortar. Oferecendo todo tipo de ajuda e suporte", escreve ele.

Se você deseja apoiar a luta de Winter em sua nova trajetória, divulgue esse texto e a imagem abaixo.
Sara Winter, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro


COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.