"O Conselho de Psicologia não me representa", diz psicóloga após órgão defender aborto

O Conselho Federal de Psicologia fez uma publicação onde se manifesta em defesa da legalização do aborto, dizendo que representará os psicólogos na audiência pública feita pelo Supremo Tribunal Federal para discutir o tema na próxima sexta-feira

Apesar das muitas críticas e processos judiciais que vem sofrendo ultimamente, os gestores do Conselho Federal de Psicologia não desistem de militar em causa própria, mesmo sabendo que estão cometendo ilegalidade, por desviarem a competência jurídica do órgão para questões de caráter político não relacionados com a fiscalização e regulamentação do exercício da psicologia no país.



No dia 01 de agosto a autarquia fez a publicação de uma nota onde se posiciona abertamente, dizendo ser favorável ao aborto como "direitos sexuais e reprodutivos das mulheres". Veja um trecho abaixo:

"O Conselho Federal de Psicologia (CFP) se posiciona a favor da descriminalização e legalização do aborto no Brasil, pois entende que a defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos das mulheres faz parte da defesa dos seus Direitos Humanos. 

A autonomia das mulheres sobre seus corpos deve ser ampliada para que as mesmas tenham condições de decidir ou não interromper uma gravidez. 

A Psicologia deve se posicionar agindo sobre as situações que favorecem situações de vulnerabilidade social e psicológica, que provocam intensas situações de sofrimento psíquico, como é o caso da manutenção de uma gravidez que não foi escolhida pela gestante.".

Ilegalidade do Conselho Federal de Psicologia


No artigo onde tratamos do "aparelhamento ideológico na psicologia", explicamos a diferença entre pensamento científico e ideológico, mostrando que a atuação dos Conselhos Profissionais (todos, incluindo o de psicologia) não é a de atuar em causa própria ou de interesses de grupos, mas da sociedade em geral, e ainda assim, de forma atrelada à fiscalização e regulamentação do exercício profissional.

"É preciso afastar a compreensão de que os conselhos profissionais existem para defender interesses de seus integrantes, o que não corresponde ao papel institucional que lhes foi atribuído pelo Estado. Os conselhos profissionais não são entidades sindicais ou associativas que representam perante a sociedade os interesses de seus filiados ou associados. O dever legal dos conselhos profissionais é o de zelar pelo interesse público, efetuando, para tanto, nos respectivos campos profissionais, a supervisão qualitativa, técnica e ética do exercício das profissões liberais, na conformidade da lei." (COSTA; VALENTE, 2008, p. 8).

Como podemos observar, os interesses sociais, nesse caso, estão relacionados ao exercício profissional, sendo o papel dos Conselhos Profissionais fiscalizar e regulamentar a profissão. Ainda assim, tais interesses não são de uma parcela, grupos ou minorias, mas da sociedade em geral, o que significa haver a necessidade de pontos comuns entre temas considerados polêmicos.

Além da sociedade brasileira em sua maioria não manifestar interesse na legalização do aborto, o Conselho Federal de Psicologia atua ilegalmente porque se desvia da sua função, como estabelece a lei, para defender uma pauta de natureza política, que nem mesmo entre os profissionais da psicologia encontra qualquer consenso.


Em sua postagem no Facebook, o órgão fez a publicação com uma imagem contendo o símbolo da "mão cerrada", ou "punho cerrado", uma mão erguida para o alto de punho fechado. Tal símbolo, apesar de ser antiga a sua origem, foi adotado pelos ativistas de esquerda, adeptos do marxismo para demonstrar apoio uns aos outros. 

Imagem publicada pelo CFP apoiando a legalização do aborto, com símbolos utilizados pela esquerda


Ou seja, não resta dúvida alguma de que o posicionamento do CFP é inteiramente de natureza política, algo proibido para um órgão público.

Psicólogos se manifestam contra o posicionamento


Imediatamente após a publicação, inúmeros psicólogos se manifestaram nas redes sociais repetindo a frase "o Conselho de Psicologia não me representa". Entre eles está a psicóloga e candidata a deputada federal pelo Paraná, Marisa Lobo, que em sua página no Facebook publicou um vídeo denunciando o ativismo do CFP.

"Sou psicóloga e o Conselho Não me representa. Isso é desvio de finalidade, de função, é ativismo descarado", escreveu Marisa. Outros também comentaram na página do CFP: "Infelizmente pra ser psicólogo tem que pensar como o conselho pensa é? O CFP não me representa mesmo! Luto pela vida! E se isso me custar meu Registro que ele seja caçado!", escreveu uma das internautas, obtendo mais de 1.200 curtidas.


Nos comentários da página, muitos demonstram não saber a competência legal de uma autarquia e confundem o posicionamento pessoal com a do órgão público. Resta ao psicólogos pró-vida repudiarem o posicionamento: "Eu pergunto: de onde eles tiraram isso de que os psicólogos apoiam o aborto? Quem aqui foi consultado? Quem aqui participou de estudo? Quem aqui atua na causa? Revoltante!", escreveu outra internauta.

Assista a denúncia de Marisa Lobo abaixo:




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