"Casamento gay" - Plano de Governo de Marina Silva defende a união civil homossexual


O programa de governo da candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representou uma mudança de posição da ex-senadora em dois temas que foram controversos durante a sua campanha pelo PSB em 2014: a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a relação entre o governo federal e o Banco Central (BC).



No caso da união gay, Marina retoma a sua posição original de quatro anos atrás, defendendo que o casamento de dois homens ou de duas mulheres seja “protegido por lei”. Durante a campanha, depois de ser alvo de ataques de lideranças evangélicas, como o pastor Silas Malafaia, ela voltou atrás e retirou o tema do seu projeto, um dia depois de lançá-lo. Ela é evangélica, fiel da Assembleia de Deus.

Agora, ela ressalta que a união civil de homossexuais já foi regulamentada por uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, portanto, deve ter respaldo na legislação. “Acataremos a demanda de que os direitos decorrentes dessa decisão sejam protegidos por lei”, diz trecho do documento. Neste ano, se comparado ao original alterado em 2014, a proposta vai além e defende os mesmos direitos em casos de adoção para casais homossexuais e heterossexuais.

Comentário:

Após escolher como seu candidato a vice-presidente Eduardo Jorge, uma pessoa declaradamente a favor do aborto e legalização da maconha, Marina Silva mais uma vez decepciona a maior parte do seu eleitorado cativo desde 2010, os evangélicos, ao declara em seu plano de governo que é favorável ao "casamento gay".



É verdade que ela pessoalmente irá negar, justificando tal decisão meramente do ponto de vista jurídico, alegando que se trata apenas de garantir o cumprimento do que já foi estabelecido por lei. Na prática, é a mesma estratégia utilizada por ela com o argumento do plebiscito. Ou seja, tirar seu corpo fora para colocar a responsabilidade por uma decisão em outra coisa: Plebiscito ou CNJ.

Ocorre, todavia, que a decisão do Conselho Nacional de Justiça não oficializa a união civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. Ela apenas cria uma jurisprudência para tal, e é dessa abertura que alguns homossexuais se beneficiam para o reconhecimento civil das suas uniões.

Para o reconhecimento oficial do "casamento gay" no Brasil, é necessário um Projeto de Emenda Constitucional que proponha alterar o que a Constituição reconhece apenas como união entre um homem e uma mulher, algo que poderá existir com mais facilidade na ocasião de um presidente favorável a essa medida.

Engolida pelo Estado laico


O equivocado conceito de Estado laico proposto por Marina Silva está dando os seus frutos muito antes do esperado. Sobre o tema do aborto, Marina já disse que, em nome do Estado laico, irá propor um plebiscito, abrindo mão da sua posição pessoal contrária ao aborto.



Como já podemos observar em seu plano de governo, Marina Silva está sendo engolida por seu próprio conceito. Isso é inevitável, pois ela na verdade está deixando de representar a si mesma e todos os demais eleitores que desejariam dela uma posição firme acerta do que pensa sobre os temas morais da sociedade.

Como resultado, quem passa a governar e decidir por ela são seus correligionários, assessores e influenciadores, que terminam invadindo o espaço de decisão deixado por ela acerca do que considera sensível para a sociedade. E isso não é feito de uma hora para a outra, mas gradualmente, como ocorreu de 2014 para cá.

Se colocar pessoalmente contra ou a favor de algo, mas ao mesmo tempo abrir mão da sua visão para delegar à sociedade a responsabilidade por decidir, significa - invalidar - o voto dos seus eleitores. Se para cada tema delicado for necessário propor um plebiscito, qual é a utilidade de um representante?

O povo não vota em fantoches, mas em pessoas com a capacidade de fazer valer o que - pessoalmente - acredita ser o melhor para a nação.


Com informações: VEJA
Comentário: Will R. Filho

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