Bispo católico diz que crise de abuso na igreja "está relacionada à homossexualidade"

A atual crise de abuso sexual na Igreja Católica está intimamente relacionada à homossexualidade, segundo Dom Marian Eleganti, Bispo Auxiliar de Chur, na Suíça. 


O bispo Eleganti disse isso em uma entrevista na Irlanda durante o Encontro Mundial das Famílias. Ele pede uma nova "sobriedade" em relação ao problema da homossexualidade e lembra às pessoas que o Papa Francisco disse que homens homossexuais não deveriam se tornar padres.

A edição alemã da Agência Católica de Notícias publicou um relatório sobre esta nova entrevista realizada pela EWTN na Alemanha em 22 de agosto, em Dublin.



Quando perguntado pelos entrevistadores Pia Cagianut e Robert Rauhut sobre a atual crise de abuso na Igreja à luz de uma “subcultura homossexual”, o Bispo Eleganti explica que “a atitude em relação à homossexualidade mudou desde 1968” e foi “liberalizada”.

Enquanto o bispo nos lembra que“ temos que dar as boas-vindas a todas as pessoas com grande respeito”, ao mesmo tempo Eleganti afirmou que “o escândalo dos abusos mostra claramente que  estão relacionados à homossexualidade”.

Citando o relatório do Grande Júri da Pensilvânia sobre os 300 padres abusadores, o bispo suíço assinala que “90% [dos casos de abuso] estão diretamente ligados a uma inclinação homossexual”.

Às vítimas “não eram crianças, elas tinham entre 16 e 17 anos”. "Eles eram seminaristas” e “seria cegueira negar que temos aqui um problema na Igreja com a homossexualidade e que a homossexualidade desempenha um papel nesses casos”, continua ele.



“Talvez isso nos leve também a uma nova sobriedade, antes de simplesmente considerar a homossexualidade como uma valiosa variante da criação, assim como o casamento heterossexual”, explica Eleganti, “de modo que vemos que ainda há elementos muito diferentes na situação que precisaremos enfrentar".

Citando o papa Francisco, o bispo Eleganti disse que “também o papa Francisco disse recentemente que não podemos admitir ao sacerdócio, os seminaristas que possuem uma profunda inclinação homossexual. Essas declarações também devem ser levadas em conta", acrescenta o bispo.

Para ele, a Igreja deve se fundamentar "na verdade", uma vez que "tudo o que está oculto virá à luz". O Bispo Eleganti, portanto, pede agora uma “comissão objetiva” independente, já que a “instituição não deveria investigar a si mesma”.

Ele disse que cada clérigo deveria fazer um exame de consciência sobre como viveu seu celibato sacerdotal e como se conduziu no passado. Os fiéis podem ver se alguém é “um homem de Deus” ou se ele “vive uma vida dupla”.

“As redes precisam ser investigadas”, acrescenta o bispo suíço, “todos nós temos que enfrentar e suportar essa verdade”. Uma “grande purificação” é necessária.



O bispo Eleganti foi um jovem bispo da Conferência Episcopal Suíça por muitos anos. No início deste ano, ele assinou a “profissão das verdades imutáveis ​​sobre o casamento sacramental” dos bispos do Cazaquistão. Em uma entrevista de fevereiro de 2018, ele explicou que foi sua consciência que o levou a assinar este texto que reafirmava o ensinamento católico tradicional sobre o matrimônio e a família à luz da confusão que se espalha na Igreja desde a publicação do pós-sinodal, a exortação Amoris Laetitia.

A nova declaração do bispo Eleganti sobre o problema da crise dos abusos e da homossexualidade está em forte contraste com o que o conselheiro do Vaticano, Padre James Martin, SJ, acabou de dizer ao Encontro Mundial das Famílias em Dublin. Ele afirmou em uma palestra oficial que a Igreja deveria admitir os homossexuais como ministros eucarísticos, segundo informações do Life Site News.

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