Ativista LGBT mundialmente conhecida anuncia na TV que não é mais homossexual

Ativista LGBT por anos, Val Kalende anunciou ao programa “Sunday Service Live” da TV Salt, de Uganda, que não é mais homossexual e se casará em breve.


Kalende agora é uma ex-ativista LGBT. Para que o leitor entenda o peso dessa declaração no universo LGBT, imagine o Jean Wyllys dando uma entrevista para a Rede Globo, dizendo que não é mais homossexual e que agora vai se casar em um relacionamento hétero. Imaginou?



Agora imagine também ele dizendo que o motivo dessa mudança foi devido à sua conversão ao cristianismo, e que portanto, a homossexualidade para ele se tornou um pecado de rebeldia contra Deus. Difícil imaginar? Proporcionalmente falando, foi isto o que ocorreu com Val Kalende, em Uganda.

“Aconteceu cerca de um ano atrás, é que tomei medidas muito cautelosas. Então fui a público ontem (domingo), estava pronta. Eu queria ter tempo para fazer o importante trabalho em mim antes de fazer uma confissão pública”, disse ela, segundo informações do jornal Daily Monitor, para o qual ela escrevia até 2007, antes de se tornar uma ativista LGBT.

Kalende disse que apesar de ter nascido em um lar cristão, ela “se juntou ao lesbianismo” depois de entrar na Universidade Makerere, onde se tornou uma voz ativa no grupo chamado "Minorias Sexuais de Uganda". Por conta da sua atuação ela viajou para vários países do mundo, como os Estados Unidos, para ministrar palestras sobre os direitos dos LGBTs.



Kalende se tornou uma referência para os homossexuais de Uganda e também para o resto do mundo, como um símbolo de resistência e promoção do movimento gay. Sua declaração atual, no entanto, cai como uma bomba nesse meio, visto que o testemunho dela reforça o que muitos cristãos alegam sobre a homossexualidade.

“Deus tinha um plano. Um bom plano. Pois eu não era apenas uma mulher lésbica comum e ativista gay. Eu era uma mentora, líder e estudiosa. Minhas contribuições para o movimento gay (embora eu pense nelas com profundo pesar) não foram pequenas. Vendo até onde Deus me trouxe, faz sentido agora acreditar que Deus tinha Seus olhos em mim", disse ela, sugerindo que o propósito da sua trajetória até então foi para que pudesse testemunhar a sua transformação.

"Ele me esperou. Ele preservou minha feminilidade. Ele nunca parou de me amar. Ele me conhecia pelo nome. Ele nunca parou de me chamar de volta ao Seu propósito”, disse ela, destacando que a sua “Vitória pertence a Jesus”.



O próprio diretor executivo do grupo "Minorias Sexuais de Uganda", Frank Mugisha, reconheceu que o anúncio de Kalende vai impactar "psicologicamente" a comunidade LGBT do país. Entretanto, ele demonstrou respeito à decisão da ex-ativista, ressaltando também a postura respeitosa dela com a comunidade.

“Ela tem sido um membro muito forte e vocal da comunidade. Essa decisão afetará psicologicamente muitos membros que podem se sentir ameaçados. No entanto, estou feliz por ela não estar atacando a comunidade e ter desmistificado a noção de que as pessoas estão sendo pagas para se juntar à comunidade.”, disse ele.



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