Suicídio: A ciência confirma o que a religião ensina há centenas de anos, defende psicóloga


Próximo de iniciar o "setembro amarelo", mês de conscientização e prevenção do suicídio, a psicóloga cristã Marisa Lobo argumentou que uma das principais ferramentas de proteção contra a prática é "a fé em Deus", algo já confirmado pela ciência.


"A fé em Deus, sem dúvida alguma, é um fator de proteção indispensável no combate ao pensamento suicida, e isso não apenas do ponto de vista religioso, mas também científico", defende a psicóloga em um artigo publicado no último dia 22 desse mês.



Marisa Lobo explica que diferente de outras espécies que são guiadas apenas por instintos, os seres humanos dependem de motivações, sonhos e "sentido" na vida, o que segundo a psicóloga tem sido desconstruído na sociedade atual.

"Vivemos em dias em que a sociedade moderna está desconstruindo as boas tradições", escreve Marisa. "O excesso de relativismo moral é o inverso de uma vida com sentido, porque ele destrói as referências que uma criança, adolescente e o jovem precisam ter para terem um desenvolvimento emocional estável. A falta disso é a instabilidade que vemos atualmente, por exemplo, no aumento da ansiedade, depressão e consequentemente no aumento do suicídio entre os jovens".

Fundamento científico da fé em Deus contra o suicídio


Marisa Lobo citou como fundamento do seu argumento um estudo do jornal da Associação Médica Americana de Psiquiatria, que teve como objetivo responder a pergunta: “A religiosidade dos pais está associada a um menor risco de ideação/tentativas suicidas em seus filhos?”.



Segundo a psicóloga, a resposta foi sim. "Eles concluíram que os filhos de pais que se importam com a religião e, portanto, com a fé em Deus, possuem 80% menos risco de pensar em suicídio ou cometer o ato, quando comparados aos filhos de pais que não se importam com religião alguma", conclui Marisa, segundo o portal Guiame.

Outro fundamento apresentado para defender sua posição foi a abordagem psicológica criada pelo psicólogo austríaco Viktor Emil Frankl, conhecida como "Logoterapia", que popularmente é chamada de psicoterapia do "espírito" ou "psicoterapia do sentido".

"Para o autor judeu, a fé em Deus foi a principal força capaz de lhe fazer suportar os dias em que esteve preso nos campos de concentração nazistas de Auschwitz e Dachau, durante a segunda guerra mundial. Frankl não observou isso apenas em si mesmo, mas também em dezenas de outros presos, concluindo em sua obra que “além do elemento instintivo, havia o elemento espiritual inconsciente”, explica Marisa.

Por fim, a psicóloga que é candidata a deputada federal pelo Paraná esse ano, fez algumas recomendações aos pais, ressaltando a importância da fé em família e da referência deles na vida dos seus filhos. "Não podemos controlar tudo, mas certamente podemos fazer a nossa parte", conclui Marisa.

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