VÍDEO: Ex-gay diz que abuso sexual fez com que ela "lutasse para ser homem"


Graziele Galvão era muito conhecida nas redes sociais por conta da sua, aparentemente, orientação sexual homossexual, o que lhe fez pensar em "mudar de sexo", como desejam a maioria das pessoas consideradas "transgênero". Todavia, uma série de acontecimentos fez com que ela compreendesse a origem dos seus conflitos, permitindo a sua reorientação sexual.

A história de Graziele, de 30 anos, é apenas uma entre milhares de casos de pessoas que apresentam relatos de abuso sexual relacionados ao desenvolvimento de conflitos de identidade sexual, bem como de orientação sexual.

Além de outros fatores já abordados aqui no Opinião Crítica, como ausência de figuras materna ou paterna ou mesmo a presença, porém, de forma inadequada para o desenvolvimento psicoafetivo dos filhos, especialmente durante a infância, o abuso sexual constitui um dos principais relatos no histórico de pessoas que dizem ter conflitos de identidade sexual.

No caso de Graziele, ela explicou o seu contexto familiar no vídeo, dizendo que seu pai abusou sua irmã e teve um filho com ela. Sua mãe também foi abusada quando tinha 12 anos. Ela mesma, foi abusada quando criança:

“Aos oito anos eu estava brincando na rua como uma criança normal e um amigo da minha irmã me chamou para a casa dele, para brincar de futebol. Quando eu cheguei, ele abusou de mim também. Eu perguntei porque ele havia feito aquilo. Na época, ele tinha 16 anos e ele disse que fez porque quis”, disse ela, explicando que a sequência de traumas sexuais, culminado pelo abuso que sofreu, fez com que ela se tornasse homossexual.

Na prática, Graziele se adaptou ao seu contexto de sofrimento, algo que para o Mestre em Saúde Pública e também ex-homossexual, Claudemiro Ferreira, autor do livro "Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?", ocorre em todos os casos envolvendo a homossexualidade.

“Ele não pensou como seria minha reação naquele momento", continua Graziele, ao relatar o episódio do abuso. "Ele tirou a minha inocência. Eu já tinha uma referência muito ruim na minha casa, de homem. Quando eu recebi o abuso desse menino, eu disse que não queria mais ser menina e passei a lutar para ser homem”.

Decisão contra o Conselho Federal de Psicologia


No último dia 28 o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara da Justiça Federal em Brasília, reiterou a sua decisão proferida em 9 de setembro do ano passado, aceitando o pedido de uma Ação Popular movida por um grupo de psicólogos, pedindo que a Resolução 01/99, do Conselho Federal de Psicologia, fosse suspensa.

A resolução proíbe que psicólogos tratem a homossexualidade como doença. No entanto, ela vai além do texto, dando margem para que o assunto seja tratado com restrições, podendo o profissional da psicologia ser prejudicado pelo próprio Conselho por conta de estudos e posicionamentos acadêmicos que contrariam a noção do órgão.

A decisão do juiz Waldemar, na prática, beneficia pessoas como a Graziele Galvão, que certamente pode ser ajudada com o seu desejo de se "reorientar" sexualmente, uma vez compreendida a origem dos traumas que lhe fizeram pensar ser "homem".

O auxílio da religião


Assim como muitos, Graziele Galvão cita que encontrou forças em Deus para mudar de vida. No âmbito social e até científico, tais relatos demonstram o quanto tais pessoas precisam de suporte emocional, o que reforça a importância dos psicológicos no acolhimento em seus consultórios. 


O fato de muitos psicólogos se sentirem impedidos de ajudar pessoas como a Graziele Galvão, para lidar com seus conflitos e, consequentemente, ter a possibilidade de orientação sexual, explica o motivo pelo qual o apoio da fé oferecido por várias igrejas constituem a principal rede de suporte dessas pessoas, algo bom para elas.

Assista o vídeo completo com o testemunho de Graziele Galvão, abaixo:


COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.