"Ninguém quis me ouvir", desabafa Marisa Lobo após repercussão da pedofilia como doença

"Ninguém quis me ouvir", desabafa Marisa Lobo após o tratamento da pedofilia como doença

A psicóloga, escritora e pré-candidata ao cargo de deputada federal pelo Paraná esse ano, Marisa Lobo, fez um desabafo em sua rede social após a grande repercussão que vem tendo a discussão envolvendo a aceitação social da pedofilia como uma "doença".

O caso ganhou muita visibilidade depois que uma reportagem da GloboNews onde a pedofilia é tratada como uma doença que "não tem cura" viralizou nas redes sociais, fazendo com que muitos percebessem que esta é uma estratégia do ativismo pedófilo para conseguir reconhecer a pedofilia como uma "orientação sexual", conforme explicamos em outra matéria.


"Fui a primeira a denunciar a reclassificação da pedofilia como orientação sexual pela APA [Associação Americana de Psiquiatria] e OMS [Organização Mundial de Saúde]. Só agora estão se preocupando? A coisa é tão séria que fui condenada a pagar 30 mil reais por denunciar discursos que favorecem a aceitação social da pedofilia", escreveu Marisa.

A condenação que Marisa Lobo se refere foi por ela ter denunciado o discurso de uma pessoa famosa (o nome não foi revelado por segredo de justiça) que tratou a pedofilia de forma flexível, sugerindo que não é, necessariamente, um crime e que pedófilos, de fato, "amam" crianças. A psicóloga precisou fazer uma vaquinha online para conseguir pagar a indenização.

"O judiciário me puniu e não a pessoa que fez um vídeo pedindo para a sociedade lançar um olhar de 'Amor' ao 'coitado' do Pedófilo. E quem me defendeu? Quem se importou?", continua a psicóloga.

"Agora por ser um momento político todo mundo está fingindo se importar? Preguiça viu, de ver tantos políticos que podiam ter feito alguma coisa e nem comentaram o que aconteceu comigo, para não dar visibilidade ao meu nome", desabafa, referindo-se a sua tentativa de ingressar na política, destacando que a tentativa de reconhecer a pedofilia como uma "doença" realmente faz parte da sua aceitação social.


"Eu queria gritar, aproveitar o caso para mostrar a sociedade que sim, a aceitação da pedofilia legalmente está às portas. Mas vivemos em uma hipocrisia e oportunismo político, agora todos querem discutir o assunto?", acrescenta. "Quando implorei, ninguém quis me ouvir, eu era a louca exagerada. E agora?".

"Por isso entrei para a política, colocando meu nome para lutar por um espaço na Câmara federal. Precisamos lutar com conhecimento, contra essas ações orquestradas maquiavélicas. Não por oportunismo como alguns pensam, e sim como uma oportunidade de provar para a nação brasileira que com conhecimento e boa vontade política é sim possível barrar essa e outras aberrações que estão tomando conta do Brasil", conclui.

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