Marisa Lobo rebate vídeo de Ana Bock: "Se fosse comigo, eu já teria sido processada"


Psicóloga Marisa Lobo se manifestou contra o vídeo publicado pela também psicóloga e professora, Ana Mercês Bahia Bock, onde ela convocou profissionais e estudantes da categoria para participarem da vigília "Lula Livre", em Curitiba


Após a publicação da matéria onde repudiamos a manifestação de Ana Bock, argumentando que se tratou de uma violação do Código de Ética profissional do psicólogo, a também psicóloga, especialista em Direitos Humanos e escritora, Marisa Lobo, se manifestou fazendo uma comparação com os casos de perseguição envolvendo o seu nome.


"A psicóloga 'famosa' do conselho pode induzir convicções políticas né?", questionou Marisa em sua página no Facebook. Indagada pelo Opinião Crítica sobre o que achava do vídeo, a ativista cristã afirmou que quando se trata de políticas de esquerda, o Conselho Federal de Psicologia ignora, porque é influenciado em sua maioria por essa perspectiva.

"Ana Bock foi presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP) por três vezes. Vocês acham que uma pessoa como ela iria sofrer alguma retaliação por militar de forma descarada usando o nome da psicologia em prol dos interesses ideológicos dela? Claro que não! Pelo contrário, eles apoiam ela", respondeu Marisa.

"No ano passado o atual presidente do CFP teve um encontro com o ditador Nicolás Maduro, na Venezuela, usando o dinheiro da anuidade de todos nós, psicólogos. Quer algo mais vergonhoso do que isso? Todos eles são farinhas do mesmo saco, por isso não adianta denunciar e esperar alguma coisa. Nossa alternativa é repudiar e esperar a oportunidade de eleger novos representantes, realmente comprometidos com psicologia científica e não com a politica de corruptos", acrescenta.


Marisa Lobo, que é candidata ao cargo de deputada federal pelo Paraná esse ano, afirmou que se ela estivesse no lugar de Ana Bock, publicando um vídeo convocando os colegas psicólogos e estudantes para apoiar algum aliado político como profissional da psicologia, ela já teria sido denunciada e processada pelo Conselho de Psicologia.

"Teve um momento no vídeo que Ana Bock se colocou como profissional, convocando os psicólogos para irem à vigília de 'Lula' e dizendo que ela estaria lá para conversar com o público, o que realmente deve ter acontecido", disse Marisa.

"Isso é um absurdo porque o Código de Ética proíbe a influência política do psicólogo no exercício profissional, e ela como psicóloga social sabe que esse tipo de intervenção através de conversas em grupo faz parte da função dela. Se fosse comigo, eu já teria sido processada", conclui.

Dois pesos e duas medidas


É nítida a influência partidária nos Conselhos de Psicologia e entre alguns profissionais de renome, como é o caso de Ana Bock, que há tempos declarou sua militância em favor do Partido dos Trabalhadores (PT).

A diferença com relação aos profissionais como a Marisa Lobo é que por ser cristã conservadora e contra pautas como a ideologia de gênero, legalização do aborto e da maconha, ela sofre perseguição, já que não aceita a imposição dessas perspectivas, vindas dos Conselhos.


Na prática, ambas, Marisa Lobo e Ana Bock possuem o direito de atuar na política, ter convicções e militar em favor do que acreditam, desde que fora do exercício profissional e dos Conselhos Profissionais. Porém, apenas Marisa sofre perseguição mesmo não cometendo violação alguma, enquanto atitudes antiéticas, como a praticada por Bock no vídeo recente, são ignoradas.

São dois pesos e duas medidas. Uma para perseguir uma profissional que luta em favor da vida, da família tradicional e do combate ao uso de drogas, e outra para estimular militantes que no lugar de promover a psicologia enquanto ciência, defendem criminosos condenados à prisão.


Por: Will R. Filho

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