"Lutarei pela castração química de estupradores e pedófilos", diz Marisa Lobo


Qualquer ato criminoso é digno de reprovação e revolta, mas poucos causam tanta indignação do que o estupro e a pedofilia. Pensando nisso, um projeto de lei criado pelo pré-candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro, propõe a castração química para quem cometer tais crimes.

O projeto de Lei 5398/2013, basicamente, cria um mecanismo de segurança maior para a sociedade quando a intenção é julgar a condição de liberdade de pessoas que já cometeram crimes sexuais. O texto diz:


"Parágrafo único. Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinquir e, nos casos dos crimes previstos nos artigos 213 e 217-A, somente poderá ser concedido se o condenado já tiver concluído, com resultado satisfatório, tratamento químico voluntário para inibição do desejo sexual".

O tema é delicado e ainda requer mais atenção, não apenas do ponto de visa jurídico, mas também biológico e ético. Até que ponto a índole de um estuprador ou pedófilo é compreendida como determinante do seu comportamento, ao ponto de não poder ser vencida, por exemplo, com tratamento psicológico e medidas punitivas como a prisão?

"Não adianta falar de tratamento psicológico", diz Marisa Lobo


Para a psicóloga Marisa Lobo, especialista em Direitos Humanos, o tratamento psicológico e medidas sociais, apenas, não adiantam para conter o ímpeto do potencial estuprador e pedófilo. Comentando uma matéria que noticia a intenção do Governo turco de castrar quimicamente abusadores de crianças, ela escreveu:


"Eu também lutarei pela aprovação do projeto de Bolsonaro de 'castração quimica' para estupradores e pedófilos. Entenda: Nada diminui a libido perversa desses monstros, não adianta (...) falar em tratamento psicológico, social, quando qualquer profissional de saúde mental sabe que NÃO VAI FUNCIONAR".

A psicóloga, que é pré-candidata ao cargo de Deputada Federal pelo estado do Paraná esse ano, também destacou a relação da pedofilia com o conceito de "orientação sexual", colocando em cheque a inclinação do Conselho Federal de Psicologia em reconhecer a atração sexual por crianças como uma variante da "diversidade sexual".

"O monstro precisa de cadeia e um tratamento que diminua seu desejo sexual doentio, até mesmo para ser 'tratado psicologicamente', já que no caso do pedófilo a psicologia entende como orientação sexual", acrescenta Marisa.

"E me pergunto: Se é orientação sexual, está dentro da diversidade sexual? E se não pode tratar orientação sexual, para reverte-la, como pretendem resolver esta questão?", questionou a psicóloga, concluindo que a castração química é a melhor solução.

"Castração química é a saída sim. Não resolve? Resolve sim, cadeia + castração química... Claro que sim! Mas eu ainda preferia prisão perpétua", pontua.

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