Sobre pautas LGBTs, Marina Silva diz que se eleita não vai "impor a religião pela lei”


A pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva, concedeu uma entrevista onde falou da sua visão de governo e como pretende abordar questões sensíveis para a sociedade, como os direitos civis da comunidade LGBT.

Marina Silva também destacou que não se enquadra em "generalizações", referindo-se ao preconceito contra os evangélicos, querendo dizer que ela mesma não trata assuntos de interesse público pelo viés da religião.


"Há uma tendência das pessoas fazerem generalizações”, disse ela, ressaltando que também sofreu preconceito por ser evangélica, da Assembleia de Deus: 

"Ao longo da minha vida tive que enfrentar muitas dificuldades, mas nunca percebi, desde que eu comecei a ocupar os espaços públicos, atitudes de preconceito contra a minha pessoa. Diria que, depois que me converti à fé cristã evangélica, é que esse preconceito às vezes é mais visível".


Política para todos


Marina Silva também fez questão de enfatizar que o conceito de "Estado laico" é fruto da Reforma Protestante, ocorrida em 1517. Para Marina, isso faz com que o governante, mesmo sendo cristão, não influencie nas questões relativas à sociedade por conta da sua fé. 


“A fé cristã evangélica deu uma grande contribuição ao mundo a partir da Reforma, ao estabelecer o conceito de Estado laico… Portanto, se tem algum evangélico que deseja em transformar o Brasil em Estado teocrático não conhece a história”, disse ela.

Perguntada sobre os interesses da comunidade LGBT, Marina Silva disse que “todas as pessoas são cidadãos portadores de direitos iguais. Ninguém vai impor a religião pela lei”. 

“Quem vai governar, vai governar para todos. Agora, as pessoas têm o direito de expressar suas opiniões, sem preconceito e violência. Mas ninguém pode impor a quem crê ter que abrir mão das suas convicções”.


Abstenção de responsabilidade


Recentemente publicamos um texto opiniativo, explicando a razão pela qual a visão de Marina Silva sobre questões envolvendo temas polêmicos, como a legalização do aborto, descriminalização das drogas e direitos LGBTs, são, na verdade, uma forma de se abster da responsabilidade em ter que assumir uma postura decisiva.


Tal visão é fruto de um equívoco entre a noção de Estado laico e representatividade politica. Marina Silva acredita que ser "neutro" enquanto governante é defender a laicidade. Todavia, ela despreza o fato de que cada político, uma vez eleito democraticamente pelo povo, carrega consigo suas próprias pautas.

Para entender mais sobre essa questão, leia: Marina Silva é flagrada lendo a Bíblia em voo - Mas, isso faz diferença para os bebês?

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Anônimo
8 de julho de 2018 15:19

O tipo de governo que voce propoe e uma ditadura , que toda a populacao concordando ou nao tem que se adaptar e aceitar , a imposicao do modo de pensar e de ver o mundo da pessoa que foi eleita. Nao e assim que se governa uma cidade, um estado ou pais , nao e a populacao que tem que se adaptar com as pessoas que ocupam esses cargos majoritarios , mas o contrario sao eles (independente de suas ideologias, crencas , etc ) que tem se adaptar as demandas de existem na sociedade , mesmo sendo cobtra a elas .

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