O pesadelo da esquerda se confirmando - Janaína Paschoal pode ser a vice de Bolsonaro


A advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, vê com bons olhos a possibilidade de ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro (PSL).

Filiada ao PSL, ela diz ainda não ter sido chamada para o posto, mas o pré-candidato disse durante uma entrevista para a jornalista Mariana Godoy publicada no dia 6 desse mês, que se o senador Magno Malta realmente recusar o convite de ser o seu vice-presidente (recusa já foi feita), Janaína Paschoal é a sua opção.

"Não tenho como responder porque nada me foi perguntado", disse a advogada em entrevista à Rádio Eldorado nesta quinta-feira (19), segundo informações do Bahia Notícias. "Se essa dupla acontecer, será para revolucionar o país", acrescentou a advogada, sugerindo implicitamente que poderá aceitar o convite.

Nesta quarta, o PRP anunciou que desistiu da aliança com o PSL, inviabilizando a presença do general reformado Augusto Heleno como vice de Bolsonaro, outra carta na manga que o pré-candidato tinha em vista.

Segundo Janaína, desde a desistência do PRP ela vem recebendo ligações pedindo para ela ser vice de Bolsonaro. No entanto, ela reforçou que nenhum convite foi feito até o momento. "São duas pessoas de personalidade muito forte. Não conheço ninguém que ame mais o Brasil do que eu. Para o país seria algo significativo", disse.

A possibilidade de uma chapa Bolsonaro-Janaína pode ser tudo o que a oposição ao pré-candidato não deseja, visto que o ingresso de uma mulher como vice-presidente do país poderá derrubar de uma vez por todas às acusações de misoginia e preconceito contra o presidenciável em relação à figura feminina.

Outro ponto vantajoso para Bolsonaro é o fato de Janaína Paschoal ter ficado conhecida no país inteiro por sua contundência durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, com profundo conhecimento jurídico (não por acaso, professora da USP) e identificação com pautas conservadoras. Ou seja, não seria uma figura desconhecida da população e com bastante popularidade nas redes sociais.

Por outro lado, a personalidade forte e emocional de Janaína Paschoal, somada a do pré-candidato, pode contar como ponto negativo, visto que é importante haver um equilíbrio de ânimos em situações de crise institucional, como a que atravessa o país.

Em todo caso, os benefícios de ter a advogada como vice-presidente parecem pesar muito mais do que se tivesse outras figuras, como a do próprio senador Magno Malta. Janaína é tão emocional quanto, mas parece poder agregar mais no lado intelectual e jurídico do possível Governo Bolsonaro.

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