Até o câncer reforça a diferença substancial dos sexos, aponta nova pesquisa


O glioma é o tipo mais comum de tumor cerebral maligno primário nos Estados Unidos; glioblastoma sendo o tipo mais comum de glioma em adultos. Embora as diferenças entre os sexos nas taxas de incidência e sobrevivência do glioma fossem conhecidas, os pesquisadores não investigaram se as diferenças genéticas baseadas no sexo poderiam lançar luz sobre potenciais diferenças no perfil de risco do glioma entre homens e mulheres.

Agora, uma equipe da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, em conjunto com um consórcio internacional de pesquisadores, descobriu que homens e mulheres têm diferentes fatores de risco genético para o desenvolvimento de glioma.

A pesquisa foi publicada recentemente em Relatórios Científicos. O estudo envolveu o trabalho de mais de 35 investigadores representando mais de 30 universidades, institutos e agências governamentais em todo o mundo.

“Análises estratificadas por sexo em estudos como esse podem revelar novos insights sobre as diferenças sexuais conhecidas no glioma e fornecer associações de risco genético previamente desconhecidas”, disse Jill Barnholtz-Sloan, professora designada de pesquisa sobre tumor cerebral na Case Western Reserve.

"Esta descoberta pode fornecer uma avenida [de informações] para obtermos uma melhor compreensão das diferenças sexuais na incidência de tumores cerebrais, e também pode sugerir vários mecanismos e vias da doença", completa.

O consórcio analisou as diferenças genéticas entre todos os pacientes com glioma, glioblastoma e não glioblastoma com base no sexo. Drª. Quinn Ostrom surgiu com a ideia para o estudo, enquanto ela era uma assistente de pós-graduação de Barnholtz-Sloan. Ostrom agora está fazendo pós-doutorado em epidemiologia do câncer no Baylor College of Medicine, em Houston, Texas.

Os pesquisadores encontraram três regiões no genoma onde existiam diferenças genéticas significativas entre homens e mulheres, e essas diferenças também variavam por sexo e tipo de tumor (glioblastoma vs. não-glioblastoma).

“Há um que está claramente associado a um risco aumentado em homens, um em que está claramente associado a um risco aumentado em mulheres, e em um que está aparecendo tanto em homens como em mulheres, mas parece ter uma associação mais forte em mulheres”, disse Barnholtz.

Embora esteja no início o processo de compreensão das fontes genéticas de diferenças baseadas no sexo em tumores cerebrais malignos, a análise recente pode ajudar a definir caminhos para um teste genético que ajude os médicos avaliar o risco de câncer no cérebro.

"Ficamos surpresos ao encontrar uma grande região no genoma associada ao glioma e especificamente glioblastoma apenas em mulheres", disse Barnholtz-Sloan.

"Esta região não havia sido associada anteriormente com gliomas, embora outros estudos associados ao genoma tenham identificado associações nessa região para uma variedade de características, incluindo várias doenças auto-imunes, bem como o aumento da idade na menarca", relata.

Se o aumento da exposição ao estrogênio ao longo da vida diminuir o risco de glioma, como alguns supõem, é possível que variantes que aumentem a idade da menarca (potencialmente diminuindo a exposição total ao estrogênio) possam aumentar o risco de glioma em mulheres.

Comentário:

A citação de um estudo como esse para reforçar a diferença biológica dos sexos é uma tentativa simplória de revelar a diferença entre pensamento científico e ideologia.

A máxima feminista da atualidade, corroborada com a ideologia de gênero, está no desprezo pelas diferenças sexuais. Está em fazer parecer que a "autopercepção" e a construção de gêneros são os elementos mais importantes e determinantes na qualidade de vida de uma pessoa, quando não é.

A realidade objetiva dos fatos nos faz entender que precisamos tratar com objetividade o que é, de fato, objetivo. Não com fantasias ou elucubrações infindáveis de "subjetividades" que escapam ao senso de realidade.

Se a ideologia, e não o pensamento científico, fosse levada a cabo em todas às áreas da ciência, estudos como o citado acima jamais existiriam, pois o tal "pesquisador" jamais iria considerar o caráter objetivo - e imutável - das diferenças sexuais.

Por: Ansley Gogol  

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