“A pedofilia é uma orientação sexual imutável, assim como a heterossexualidade”, diz palestrante


Uma estudante de medicina alemã provocou grande repercussão depois de ser filmada dizendo a uma platéia que “a pedofilia é uma orientação sexual imutável, assim como... a heterossexualidade”.

Mirjam Heine deu uma palestra em defesa dos pedófilos durante o TEDx Talk,  “de organização independente”, na Universidade de Würtzberg, na Alemanha, em maio passado. O título dado à palestra de Heine foi “Por que nossa percepção da pedofilia tem que mudar”.

Apresentando seu tema com a “história de Jonas”, uma pedófila de 19 anos que estuda direito e joga futebol, ela pediu aos ouvintes que deixassem de lado sua repulsa por pedófilos.


"Qualquer um poderia nascer como pedófilo", disse ela.

Segundo o estudante de medicina, a pedofilia é apenas mais uma “orientação sexual imutável, como, por exemplo, a heterossexualidade”. Heine pediu a seu público que diferencie a atração sexual por criança, que ela acredita ser aceita e tolerada como “sentimentos” involuntários, do abuso sexual infantil, que ela destacou como algo sempre errado.

"A diferença entre a pedofilia e outras orientações sexuais é que viver essa orientação sexual terminará em um desastre", disse ela.

Enquanto isso, Heine fez a afirmação surpreendente de que “estudos científicos” mostram que apenas 20 a 30% de todos os molestadores de crianças são pedófilos.

"A grande maioria dos criminosos não são pedófilos, mas são sexualmente interessados ​​em adultos", afirmou. Seu exemplo foi um homem que abusa sexualmente de sua enteada porque está zangado ou com ciúmes de sua mãe.

Às vezes as idéias de Heine se mostraram confusas. Ela disse que a heterossexualidade e a pedofilia eram ambas orientações, enquanto dizia que a pedofilia pode ser "heterossexual", "homossexual" e "bissexual".


Ela insinuou que uma não pedófila poderia abusar sexualmente de uma criança, mas também incluía em sua definição de pedófilos pessoas atraídas, em menor medida, para adultos. E embora ela pareça pensar que as pessoas "nascem" como pedófilas, ela também disse que a pedofilia tem fatores biológicos, sociais e psicológicos.

Para Heine, a pedofilia não é algo que alguém realmente faz, mas algo que alguém gostaria de fazer, como uma preferência sexual de que "viveriam livremente", se não fosse contrário ao que entendemos por uma vida moralmente correta.

Heine ressaltou que o isolamento social dos pedófilos é um fator importante na probabilidade de agredirem sexualmente crianças. Mas para ela, "isolamento social" não significava ficar sem pais ou amigos - significava a relutância do pedófilo em contar-lhes sobre suas inclinações sexuais.

"Por exemplo, eles não podem dizer a seus filhos que não podem ir à praia porque as crianças em trajes de banho podem estar lá também", disse Heine. "Eles nunca podem ser completamente francos com outras pessoa".

A abertura sobre os sentimentos sexuais é crucial para Heine. Ela acredita que a habilidade de um pedófilo de ser “franco” e ter sua “orientação” reconhecida, tolerada e aceita é fundamental para evitar a agressão sexual infantil.

"Não devemos aumentar o sofrimento dos pedófilos excluindo-os, culpando-os e ridicularizando-os", disse Heine. "Ao fazer isso, aumentamos seu isolamento e aumentamos a chance de abuso sexual infantil."

O ponto central para o argumento de Heine é que os pedófilos não são culpados por seus sentimentos e pensamentos, apenas por suas ações. Ela não aborda, no entanto, o tema da fantasia deliberada ou do uso de pornografia. E, ao mesmo tempo, ao argumentar que os pedófilos não podem mudar seus “sentimentos”, ela encorajou seu público a mudar seus próprios sentimentos de repulsa por pedófilos.


"Assim como os pedófilos, não somos responsáveis ​​por nossos sentimentos", disse ela. "Nós não os escolhemos... mas é nossa responsabilidade superar nossos sentimentos negativos sobre os pedófilos e tratá-los com o mesmo respeito que tratamos as outras pessoas".

De acordo com o site Breitbart, uma vez que a palestra foi postada no YouTube, o vídeo de Heine resultou em uma enorme discussão online. Em resposta, os organizadores do evento TEDx independente excluíram o conteúdo e até hoje eles tentam remover “cópias ilegais” da Internet.

“Depois de rever a palestra, acreditamos que [a palestrante] cita pesquisas de maneiras que estão sujeitas à sérias interpretações errôneas. Isso levou alguns espectadores interpretarem a palestra como um argumento em favor de uma prática ilegal e prejudicial”, escreveram os organizadores do evento.

A TED Talks continuou: “Além disso, depois de entrar em contato com a organização para entender o motivo pelo qual o vídeo havia sido retirado, nós entendemos que a palestrante solicitou que ele fosse removido da internet porque ela tinha sérias preocupações sobre sua própria segurança”.

“Nossa política é e sempre foi a de remover as palestras dos palestrantes quando eles pedem que o façamos. É por isso que apoiamos a decisão do organizador do TEDx de respeitar os desejos deste orador e manter a conversa off-line”, acrescenta.

Mais tarde, a TED Talks acrescentou em sua declaração que não apóia ou defende a pedofilia.

Comentário:

Não se engane! O leitor menos familiarizado com o ativismo sexual pode acreditar no "conto dos equívocos", caindo na armadilha de que a fala da palestrante foi um "erro de interpretação" ou equívoco da mídia acerca do que foi dito durante a palestra. Pura ilusão!

A ideia apresentada pela estudante de medicina é detalhada, persuasiva e precisa. Ela sabe exatamente o que diz. Não há equívoco algum, mas sim uma estratégia de acomodação gradual de conceitos chocantes para a sociedade. A ideia central é introduzir o debate, para através dele cogitar possibilidades, sendo a maior delas a aceitação social da pedofilia.

No âmbito científico, o discurso da estudante é medíocre, algo comum entre os que tentam transformar ideologias em dados objetivos. Não há qualquer comprovação da imutabilidade acerca das orientações sexuais, muito menos de que a pedofilia é uma orientação sexual sob influência biológica. Essa é uma afirmação ridícula.

No final das contas o que temos é mais uma investida da engenharia social visando transformar a sociedade através do discurso. Se você está lendo essa notícia sobre um fato ocorrido do outro lado do mundo, é porque certamente os engenheiros culturais obtiveram algum sucesso. A polêmica faz parte dele, mesmo quando exposta criticamente, como fizemos aqui.

Temos consciência disso, mas ao mesmo tempo sabemos que esse é um processo impossível de impedir pela omissão dos fatos. Nossa alternativa é, antes que eles assumam o status de verdade, combatê-los dizendo que são mentiras, vacinando a sociedade antes que ela seja contaminada por completo.

Veja o trecho da palestra no vídeo abaixo (em inglês):




Comentário: Will R. Filho

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