Taxa de suicídio assistido aumenta 30% no Canadá, após a legalização


Os números da eutanásia estão subindo rapidamente. Nos primeiros sete meses da legalização do suicídio assistido em Quebec, 262 pessoas utilizaram o processo para se matar. E agora, segundo informações da CBC:

"Houve 1.523 mortes medicamente assistidas no Canadá nos últimos seis meses - um aumento de quase 30% em relação aos seis meses anteriores. Usando dados do Statistics Canada, um relatório mostra que as mortes assistidas por médicos representaram 1,07% de todas as mortes ocorridas no país ao longo desses seis meses.


Isso é consistente com os relatórios de outros países que adotaram políticas de morte, onde o número varia de 0,3 a 4%. Como a lei de morte assistida de Quebec e a legislação federal entraram em vigor há dois anos, 3.714 canadenses receberam assistência médica ao morrer".

De fato, as taxas de suicídio assistido estão atraindo alguma preocupação - no final de maio, o Presidente do Colégio de Médicos de Quebec escreveu ao Ministro da Saúde Gaetan Barrette, indicando que alguns pacientes podem estar optando por serem mortos devido à falta de assistência, cuidados paliativos disponíveis.

Existem "dificuldades com a acessibilidade dos cuidados paliativos para muitos pacientes em fim de vida", observou o Dr. Charles Bernard. "Em certos casos bem identificados, os pacientes, não se beneficiando de tais cuidados, não poderiam ter outra escolha senão pedir assistência médica ao morrer para terminar seus dias com dignidade".


De fato, alguns médicos afirmaram que o acesso aos cuidados paliativos diminuiu. Teresa Dellar, diretora do West Island Palliative Care Residence, observou que “a assistência médica ao morrer está disponível para 100% da população e, em cuidados paliativos, os recursos estão disponíveis apenas para 30% da população".

”O governo canadense havia prometido que com a legalização da eutanásia também haveria melhores e mais acessíveis cuidados paliativos. Essa promessa não foi realizada e às pessoas podem estar se matando como resultado disso.

Comentário:

De acordo com um relatório da Health Canada, cerca de 65% das pessoas que optaram pelo suicídio assistido, ou eutanásia, como também é chamado, sofreram com alguma doença grave, especialmente o câncer.

São pessoas entre 56 e 90 anos, sendo a idade média de 73, segundo os dados estatísticos do relatório. Esses dados reforçam a tese de que, de fato, essas pessoas estão enxergando a morte como uma "solução" por falta de esperança, mas principalmente por falta de acolhimento emocional e social adequado durante esse período da vida, o que é muito grave.


No momento em que o Governo prefere legalizar a eutanásia, ao invés de oferecer meios que incentivem à vida, ele está deixando de enxergar os reais interesses do indivíduo, reforçando nele sua desesperança e sentimento de abandono.

A verdade é que a eutanásia é a alternativa pós-moderna de algumas das práticas mais primitivas de que temos registro na história: o isolamento de idosos, portadores de doenças graves e deficientes físicos em regiões específicas, até o dia de suas mortes.

O conceito por trás disso não é muito diferente. A mudança está no método escolhido para o isolamento e a consequente morte, neste caso, o leito de um hospital e a administração de medicamentos letais.

Comentário: Will R. Filho

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