Suicídio se torna uma das três principais causas de morte nos Estados Unidos


Em apenas uma semana, duas celebridades americanas cometeram suicídio. Na terça (5), a estilista Kate Spade foi encontrada morta em seu apartamento. A polícia de Nova York confirmou que ela cometeu enforcamento. Nesta sexta, o chef de cozinha mundialmente famoso, Anthony Bourdain, foi encontrado morto em um quarto de hotel.

Segundo a CNN, emissora para a qual Bourdain trabalhava, já tendo conquistado vários prêmios e fama mundial, a causa da morte foi suicídio. O corpo dele foi encontrado por outro chef de cozinha e amigo pessoal, Eric Ripert.

"É com tristeza extraordinária que podemos confirmar a morte de nosso amigo e colega, Anthony Bourdain", disse a CNN em um comunicado, segundo informações publicadas no portal G1.

"Seu amor por grandes aventuras, novos amigos, boa comida e bebida e histórias incríveis pelo mundo fez dele um contador de histórias único. Seus talentos nunca deixaram de nos surpreender e vamos sentir muito a sua falta", acrescenta a nota.

Suicídio e crise existencial na sociedade pós-moderna


Com base nos dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA citados pela agência Reuters, o suicídio se tornou uma das três principais causas de morte nos Estados Unidos, ao lado da overdose por drogas e Alzheimer.

45 mil pessoas tiraram a própria vida em 2016 e os números de suicídio aumentaram em todos os estados dos Estados Unidos entre 1999 e 2016.

Como entender esse crescimento que, por sinal, reflete uma realidade global, em uma época onde a civilização humana está repleta de tecnologia, diversidade cultural, comunicação e técnicas de saúde, incluindo a psicológica?

Há uma dimensão na vida humana que independe da "evolução". Ela diz respeito ao que o ser humano entende sobre si mesmo. Essa é a dimensão que o psicólogo austríaco e criador da Logoterapia, Victor Frankl, chama de "sentido da vida".

Em outras publicações aqui no Opinião Crítica já refletimos como o contexto social moderno está contribuindo para a desconstrução das nossas identidades individuais. Isso inclui o discurso relativista radical, onde questões que há milênios atribuem sentido à vida humana, como a fé em Deus, por exemplo, estão sendo constantemente desprezadas e até combatidas.

Há cultura boa e cultura ruim, assim como nem tudo o que é evolução significa ser bom. Quando compreendemos o estilo de vida pós-moderno e o associamos ao contexto ético e moral em que vivemos, notamos como o ser humano está emocionalmente mais instável e inabilitado para lidar com suas emoções.

Não é por acaso que a depressão é classificada como o "mal do século". A ansiedade é outra demanda, além dos transtornos de identidade, sexualidade e o aumento do consumo abusivo de drogas. Cada elemento desse aponta para o emocional. Isto é, uma sociedade culturalmente adoecida, cria indivíduos emocionalmente doentes. Esse é o nosso contexto.

Para saber mais, leia: "A Morte das Utopias e o Reinado da Solidão Compartilhada".

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