Bolsonaro diz que segurança não deve ser tratada com "filósofos e antropólogos", mas por militares


O pré-candidato à Presidência da República do PSL, deputado Jair Bolsonaro, declarou nesta quarta-feira (6) que a atual superlotação dos presídios brasileiros é um problema “de quem cometeu o crime”.

Durante sabatina de pré-candidatos promovida pelo jornal Correio Braziliense, ele disse ser preciso acabar com a audiência de custódia e prender imediatamente suspeitos a fim de não corre o risco de cometerem novos delitos. Portanto, cabe ao criminoso arcar com a vivência em presídios operando acima das capacidades.


“Eu acho que a chance de alguém que pratica um furto ficar detido é zero junto com a audiência de custódia. Tem de acabar com isso. E não vem com essa historinha ‘ah, os presídios são cheios e não recuperam ninguém’. É problema de quem cometeu o crime”, falou.

Bolsonaro acrescentou que a segurança pública tem de ser discutida com policiais militares, como vem fazendo na pré-campanha, e demais pessoas que trabalham na área, não com “filósofos e antropólogos”. Ele disse respeitar as profissões, mas ressaltou que a questão é “grave”.

Comentário:

O discurso de Bolsonaro sobre a segurança pública é um reflexo direto da insatisfação popular com a forma como o Estado vem tratando a criminalidade em nosso país.

Bolsonaro diz que segurança não deve ser tratada com "filósofos e antropólogos", mas por militares. Em parte, Bolsonaro está certo. O principal objetivo de um presídio não é a recuperação do criminoso, mas o seu afastamento da sociedade. Isso é muito mais uma demanda militar do que filosófica.

A objetividade e a "frieza" com que o Deputado trata o assunto, no entanto, é o que espanta algumas pessoas. Isso é compreensível, tendo em consideração que boa parte dos presidiários não obtiveram a devida defesa de suas causas.

No final das contas, porém, levando em consideração um país marcado pela impunidade e violência, pesa muito mais a opinião de um possível Presidente que demonstra possuir punhos de ferro contra o crime, do que mãos de veludo.

Fonte: UOL
Comentário: Will R. Filho

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