Marisa Lobo comenta espancamento de professor por alunos: "Falta educação familiar"


A psicóloga Marisa Lobo tomou conhecimento do caso envolvendo o professor José Spínola Sabino, da Rede Estadual de Educação de Pernambuco, que foi covardemente agredido por três alunos na manhã do último dia 13, na Escola Domingos de Albuquerque, no município de Ipojuca.

Noticiamos o caso horas atrás, confirmado pelo próprio docente, que disse ter sido "abatido por três alunos" durante uma espécie de motim feito pelos estudantes, supostamente, em protesto pela falta de quatro professores no dia do incidente.


A psicóloga Marisa Lobo, autora do livro "Famílias em Perigo" e "Ideologia de Gênero na Educação", entre outros, comentou o episódio para o Opinião Crítica, explicando que situações como essa caracterizam a falta de "educação familiar" por falta de representatividade dos pais:

"A criança e o adolescente que aprende em sua casa a importância de respeitar à autoridade do pai e da mãe, ou de outro(s) cuidador(es), dificilmente vai cometer algum ato de violência contra um professor", disse ela, explicando que a chave da questão está na representatividade que a família possui na mente do aluno.

"Quem não lembra, quando criança, de chamar uma professora de tia? Isso é porque a criança estabelece com o seu professor um vínculo semelhante ao que possui com a família. A figura do professor é como uma extensão da autoridade que os pais possuem sobre os filhos dentro de casa", explica Marisa.


"Quando vemos casos de agressão contra professores, envolvendo alunos, e procuramos saber como é a relação desse aluno com sua família, na maioria das vezes são famílias desestruturadas, com pais ausentes ou agressivos, onde há falta de afetividade e outros problemas associados que terminam se refletindo na conduta do aluno", conclui a psicóloga.

Lei Harfouche contra o descaso nas escolas


Pensando em combater o descaso que tomou conta das escolas brasileiras, o Projeto de Lei nº 813/17, que leva o sobrenome do procurador de Justiça, Sérgio Harfouche, instituiu um conjunto de regras que já viraram lei no Estado do Mato Grosso do Sul, sendo responsável pela redução significativa da violência escolar na região.


A lei institui atividades com fins educativos denominadas Prática de Ação Educacional (PAE) e Manutenção Ambiental Escolar (MAE), que são executadas nas escolas pelos próprios alunos e suas famílias (se necessário) quando cometem algum ato de violência ou vandalismo na instituição.

Pré-candidato ao Senado este ano pelo Mato Grosso do Sul, o Procurador Sérgio Harfouche pretende levar o projeto para todo o Brasil caso ganhe às eleições. Ele esteve junto com a psicóloga Marisa Lobo, que também é pré-candidata à Deputada Federal por Curitiba, no último dia 24, onde foram entrevistados pela Rádio Transmundial sobre o projeto.

"É preciso ensinar que o adulto não é igual à criança. A criança não deve ter esse poder em casa, de [achar] que pode mandar em tudo. Ela tem que saber que o adulto possui um poder superior ao dela, e esse limite é imprescindível" disse Marisa na entrevista.

"A criança tem que saber: 'até onde eu posso ir?', e quem dá essa informação é o adulto. Se o adulto não der esse referencial ela vai se prejudicar. É por isso a violência que vemos nas escolas", acrescentou a psicóloga.

Para saber mais sobre a Lei Harfouche, leia: Projeto de Lei que pune os pais e o aluno que vandalizar escola é aprovado em Rondônia

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