Prefeito propõe criar o gênero "X" nas certidões de pessoas com conflito de identidade


O Departamento de Saúde de Nova York avaliará uma proposta que busca criar a categoria "X" nas certidões de nascimento dos nova-iorquinos que não se identifiquem com o gênero com o qual foram registrados.


O prefeito Bill de Blasio e o presidente do conselho municipal, Corey Johnson, anunciaram nesta segunda-feira a proposta que criaria essa terceira categoria, que consideram "mais inclusiva".


Além disso, foi proposta uma emenda para que os transexuais não precisem mais apresentar uma carta do médico ou um documento emitido por um profissional certificado dos serviços de saúde - psicólogo, enfermeiro, assistente social, clínico, entre outros - para poderem mudar o nome na certidão.

Nova York, considerada uma cidade progressista, permite que os transexuais façam essa mudança sem a necessidade de uma cirurgia de mudança de sexo desde 2014, quando o Departamento de Saúde e o conselho aprovaram essa emenda.

No entanto, atualmente ainda é necessário que os interessados apresentem a carta ou o documento legal que certifique que a pessoa vive de acordo com o gênero com o qual se identifica.

Desde que essa medida entrou em vigor, em 2015, foram emitidos mais de mil novos atestados médicos com mudanças de nomes. Os menores também podem fazê-lo, desde que tenham a aprovação dos pais.


A proposta foi anunciada no mês do orgulho gay, que a cada ano conta com um desfile na Quinta Avenida de Nova York.

"O mês do orgulho gay é uma época para comemorar o quão longe chegamos na luta pela igualdade e reafirmar o nosso compromisso de proteger todos os nova-iorquinos da discriminação", disse o prefeito em comunicado.

A iniciativa foi apresentada nesta segunda-feira à diretoria do Departamento de Saúde e, caso seja aprovada, serão realizadas audiências públicas em julho e o conselho a votará em setembro, segundo Bill de Blasio.

Nova York foi a primeira cidade do país, em 2016, a entregar uma certidão de nascimento com a categoria "intersexual". Caso a proposta seja aprovada, essa descrição será alterada pela categoria "X" por ser "mais inclusiva" para a identidade de gênero, segundo o comunicado.


A comissária de Saúde, Mary T. Bassett, destacou que os transexuais têm direito, como qualquer outra pessoa, a terem uma certidão de nascimento que reflita a sua verdadeira identidade de gênero.

Comentário:

Você observou que a matéria fala de "categoria", e não de gênero, diferentemente do título que atribuímos ao texto? A intenção foi proposital e a explicação é a seguinte:

Como não existe um terceiro sexo e os gêneros "homem" (masculino) e "mulher" (feminino) estão atrelados ao sexo biológico, é necessário - inventar - uma classificação que vá além da condição biológica do ser humano, que é imutável.

Como é impossível criar um gênero dissociado do sexo sem que ele seja fruto de alienação ideológica (do contrário, qualquer coisa seria gênero, como já existem pessoas declaradas extraterrestres e outros absurdos), então criaram uma "categoria X", pois assim, com essa (in)definição, fazem parecer que não estão tratando de gênero.


A verdade, porém, é que a categoria "X" é um gênero. No entanto, um gênero conflituoso com às identidades sexuais masculina ou feminina. Não existe ausência de gênero. Há sempre um gênero!

O fato de uma pessoa não se identificar com certo gênero não significa a sua ausência, e é justamente o seu desconforto que evidencia a presença desse gênero. Do contrário, não haveria incômodo algum.

A tentativa de criar a categoria "X" é uma saída que o movimento LGBT está procurando para lidar com pessoas que vivenciam um conflito de identidade sexual (consequentemente, de gênero), querendo tirar delas o reconhecimento de que é necessário haver uma definição.

O "X", na verdade, é uma indefinição. Uma maneira de omitir uma condição real de conflito na formação da identidade sexual de uma pessoa. Ao mesmo tempo, a tentativa de promover a ideologia de "gênero neutro", a qual prega a completa dissociação da psiquê humana do corpo, para que o indivíduo seja "qualquer coisa".

Na prática, isso não é um avanço, mas sim uma tentativa de mascarar a realidade emocional e sexualmente conflituosa que muitos vivenciam em nossa geração, influenciada em grande parte por medidas como essa, que no lugar de esclarecer, confundem ainda mais e profundam vários dilemas.


Fonte: EFE
Comentário: Will R. Filho

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