Cientistas descobrem fóssil que contraria a Teoria da Evolução, anterior à explosão da vida


Cientistas chineses dizem ter encontrado as pegadas animais mais antigas já identificadas. Um fóssil com tantos anos que é anterior à grande explosão de vida até agora conhecida.

As passadas paralelas encontradas numa área de grande importância arqueológica nas margens do rio Yangtzé, na China, formaram-se na lama há 550 milhões anos, dizem os cientistas chineses.


Não tinham sido encontradas até agora provas da existência de animais com patas com mais de 500 milhões de anos.

Confirmando essa data, as pegadas terão sido feitas cerca de 10 milhões de anos antes da Explosão Cambriana, há cerca de 530 milhões de anos, um período relativamente rápido, em milhões de anos, em que se terão desenvolvido e aparecido vários animais.

Segundo o estabelecido pela Ciência, até há cerca de 580 milhões de anos a maioria dos seres vivos na face da Terra era muito simples, composta essencialmente por uma célula e por vezes organizados em colônias.

Dos 50 a 60 milhões de anos que seguiram a diversidade animal acelerou, de forma ainda hoje difícil de explicar, para níveis parecidos com os atuais.



"A rocha onde encontramos estes fósseis foi datada como tendo entre 551 e 541 milhões de anos", disse Zhe Chen, da Academia de Ciências da China e coautor do estudo. "As pegadas mais antigas anteriormente identificadas tinham entre 540 e 530 milhões de anos. Os novos fósseis serão pelo menos 10 milhões de anos mais antigos", acrescentou.

Rocha original de onde foi encontrado o fóssil de animal mais antigo já descoberto pela ciência


De acordo com a Academia Chinesa de Ciências, as impressões deixadas na lama são semelhantes aos fósseis de pegadas encontrados em Dunure e Montrose, na Escócia, que têm entre 419 e 358 milhões de anos.

"Deixamos perfeitamente claro no documento que não temos a certeza de que tipo de animal fez estas pegadas, a não ser que tenha sido um animal com simetria bilateral, uma vez que tinha extremidades em par", disse Shuhai Xiao, cientista da universidade de Virginia Tech, nos EUA, que colaborou com a Academia de Ciências da China nesta descoberta.


"As pegadas estão organizadas em duas filas paralelas, o que que indica que o animal teria extremidades paralelas. Estão também organizadas em grupos repetidos, como seria de esperar de uma animal com vários membros", explica Shuhai Xiao, em declarações ao jornal britânico "The Independent".

O fóssil mostra que o animal caminhava de forma irregular. Buracos encontrados junto ao conjunto de pegadas indicam que ele pode ter parado para esburacar o chão à procura de comida ou até oxigênio.

As pegadas poderão pertencer a alguma espécie de abelha ou um verme. "Pelo menos três grupos de animais têm membros em par - artrópodes, como as abelhas, anelídeos, como vermes poliquetas, ou os tetrápodes, como os seres humanos", explicou Xiao.

"Artrópodes e anelídeos, ou seus antepassados, são hipóteses", diz Xiao, admitindo as dificuldades de identificar o suspeito. "A não ser que se encontre um animal morto junto das pegadas, é muito difícil dizer com certeza o que deixou aquelas marcas", acrescentou.


Fonte: JN

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.