Ex-Presidente da Irlanda diz que batismo viola os "direitos humanos dos bebês"


Uma ex-presidente irlandesa afirmou que o batismo precoce viola os direitos humanos fundamentais, chamando os bebês batizados na Igreja Católica de "recrutas infantis que são mantidos em obediência por toda a vida". 

'Recrutas' é um termo normalmente reservado para descrever aqueles que são recrutados para o serviço militar obrigatório.

A declaração foi feita por Mary McAleese, presidente da Irlanda de 1997 a 2011, tornando-se uma crítica aberta do ensino moral católico.

“Você não pode impor obrigações a pessoas com apenas duas semanas de idade e você não pode dizer a elas com sete, oito, 14 ou 19 anos: 'Aqui está o que você contratou, aqui está no que você se inseriu'. Porque, na verdade, não é o que elas fizeram”, disse McAleese em uma entrevista para o Irish Times no dia 23.

“Mas você e eu sabemos, vivemos agora em tempos em que temos o direito à liberdade de consciência, liberdade de crença, liberdade de opinião, liberdade de religião e liberdade de mudar de religião. A Igreja Católica ainda precisa abraçar completamente esse pensamento”, continuou ela.

“Meu direito humano de formar minha própria consciência... Meu direito humano de expressar minha consciência, mesmo se for o caso de contradizer o magistério [autoridade de ensino da igreja], esse direito à consciência é supremo”.

A Igreja Católica defende a prática de batizar crianças


“Nascidos com uma natureza humana caída e manchados pelo pecado original, as crianças também precisam do novo nascimento no Batismo para se libertarem do poder das trevas e serem trazidas para o reino da liberdade dos filhos de Deus, ao qual todos os homens são chamado.

A pura gratuidade da graça da salvação é particularmente manifesta no batismo infantil. A Igreja e os pais negariam à criança a inestimável graça de se tornarem filhos de Deus, se não dessem o batismo logo após o nascimento”, afirma o Catecismo da Igreja Católica.

O Catecismo acrescenta que os pais cristãos reconhecem que a prática do batismo infantil “também está de acordo com seu papel de nutridores da vida que Deus lhes confiou”.

McAleese indicou na mesma entrevista que ela estaria marchando na Parada do Orgulho [gay] de Dublin neste sábado.

A ex-presidente irlandesa também disse que evitaria o próximo Encontro Mundial das Famílias - também que será realizado em Dublin - porque o seu objetivo [do encontro] é reforçar a ortodoxia.

McAleese é uma católica dissidente que no passado foi sincera em seu apoio à homossexualidade e às mulheres sacerdotisas, e criticou o ensino católico sobre casamento e família como "homofóbico" e "completamente contraditório com a ciência moderna e com o entendimento moderno".

Em março, McAleese comemorou o Dia Internacional da Mulher criticando a Igreja Católica do outro lado da rua na Cidade do Vaticano - onde ela foi proibida de falar - como "um dos últimos grandes bastiões da misoginia", além acusar a instituição de ser “um império da misoginia” e “um portador global primário do vírus da misoginia”. (...)

McAleese, cujo filho é abertamente homossexual, também defende que o ensino da Igreja sobre a homossexualidade pode levar a conflitos internos prejudiciais nos católicos homossexuais.

Comentário:

Os argumentos da ex-Presidente sobre a suposta "violação dos direitos humanos dos bebês" beira o ridículo. Tal pensamento apenas retrata a "lógica" contraditória dos que defendem, por exemplo, o aborto, mas ao mesmo tempo dizem lutar em defesa das minorias.

Ora, não há minoria menor na sociedade do que a dos bebês no útero materno. O que está em jogo, na verdade, não são os direitos dos bebês, mas sim o interesse dos engenheiros cultuais em querer retirar dos pais o direito de educar seus filhos conforme seus valores morais e, consequentemente, religiosos. Esse é o "X" da questão.

Note bem esse fato, pois ele aponta algo muito grave em curso em nossa cultura, também no Brasil. Aos poucos a família está perdendo sua posição como referência primária na educação dos filhos em substituição pelo Estado, através das escolas por exemplo.

O que parece absurdo hoje pode se tornar realidade amanhã. Foi assim no passado e está sendo assim no presente. Cabe a você, cidadão, ficar atento ao que está acontecendo e decidir agir enquanto há tempo.

Comentário: Will R. Filho

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