Modelagem cultural: Rede Globo vai colocar "transexual" em novela para adolescentes


A Rede Globo não surpreende mais quem acompanha a tentativa constante de impôr sua agenda ideológica na sociedade, especialmente quando o assunto envolve sexualidade. Dessa vez, uma transexual servirá de "modelo" na novela Malhação, voltada para o público adolescente.

Quando falamos de "modelo" estamos nos referindo a técnica de induzir o pensamento e comportamento da sociedade através do condicionamento, reforço de contingência ou, como chamamos aqui de "modelagem cultural".

A novela é o principal instrumento de modelagem cultural utilizado pela Rede Globo. Em segundo lugar estão os programas de auditório.

Não, não é apenas a emissora dos marinhos que utiliza esses recursos. Todas às mídias são responsáveis por esse processo. A Rede Globo, no entanto, se destaca nesse aspecto, uma vez que serve de referência para às demais.

Para entender melhor o conceito de modelagem, leia: Modelagem Cultural - Como seu pensamento, comportamento e identidade são manipulados diariamente

A questão mais objetiva nisso é saber que a intenção visa atingir o público jovem. Segundo a atriz transexual Gabriela Loran, 24 anos, que interpretará uma professora de dança e principal incentivadora do personagem Leandro (Dhonata Augusto), homossexual que gosta de se vestir de mulher e sofre preconceito por isso, "desconstruir" questões de gênero é o foco:

“Vai acontecer uma desconstrução muito bonita da questão do gênero no que diz respeito à dança”, disse ela, segundo informações do jornal O Globo. Loran ressalta que ser uma "referência" para os adolescentes é um diferencial:

“Acho muito interessante que seja no horário em que os adolescentes estão assistindo. Eu, quando jovem, não tive essa referência. Quando a pessoa vê uma mulher trans e empoderada, ocupando um espaço de respeito, ela acredita que existe, sim, uma oportunidade”, declarou.

A opinião de Loran corrobora com o que já publicamos sobre o conceito não apenas de modelagem cultural, mas de construção da identidade de gênero nas crianças. Isto é, muitos pais não compreendem o motivo pelo qual filhos, desde muito novos, demonstram sinais de "homossexualidade" ou "transexualidade".

Vários são os motivos, mas todos possuem explicação. Além das relações familiares e das experiências sexuais ao longo da vida como principais norteadores do desenvolvimento psicossexual, a modelagem cultural é, atualmente, uma das explicações mais contundentes.

Sempre que tais "referências" são exibidas e postas como modelos ideais na TV e outros meios considerados "espaços de respeito", como diz Loran, são criados símbolos de identificação para as crianças e adolescentes.  Uma vez que é - natural - do desenvolvimento infantil a identificação com os símbolos sociais, a consequência pode ser a construção de uma identidade conforme esses modelos.

A forma de lidar com isso é reforçando os modelos familiares. O que, na verdade, os pais desejam para seus filhos. A falta deles potencializa a presença dos modelos indesejados. Isso tudo, claro, considerando o controle dos pais sobre o conteúdo que seus filhos têm acesso. A Rede Globo, por exemplo, não possui utilidade alguma para quem preza por boas referências.

No final das contas, o controle é sempre da família. Novelas como "Malhação" e inúmeras outras, sempre alvos de polêmicas sazonais, não continuam existindo por acaso. Elas refletem a inércia intelectual da própria sociedade ou, se preferir: ignorância.


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