O fracasso das feministas na ONU após a rejeição do aborto: "Ficamos com menos do que nada"


Foi um momento bastante significativo. Uma feminista lamentando sua falta de progresso acerca do aborto na recém-concluída Comissão sobre o Status da Mulher.

“Como convenção, ficamos insatisfeitas. Se não vamos avançar, isso é um desperdício do nosso tempo como feministas. Eu já tive algumas conversas com a ONU Mulheres e outros grupos dizendo que algo tem que mudar, porque como eu disse, não vale a pena gastar meu tempo e energia para vir aqui e fazer isso se ficarmos com menos do que nada”, disse ela.

A Comissão sobre População e Desenvolvimento terminou na tarde da sexta-feira passada com os delegados concordando que nenhum consenso foi possível entre eles. Quais foram os temas na pauta de discussão? Aborto e soberania nacional.


Para os europeus, o longo legado da política esquerdista continua vivo em seu tipo de feminismo. Eles espalharam ardentemente o princípio fundamental da sua ideologia de autonomia sexual radical em todo o mundo e, mais precisamente, querendo impor isso às mulheres africanas.

Os africanos resistiram, assim como o governo Trump. Os europeus não quiseram produzir nenhum documento além dos que promovessem o aborto. Mas, isso também não foi feito.

Essa é a questão: as feministas passaram um quarto do século promovendo o aborto na ONU e não conseguiram sequer uma sílaba a mais do que a Conferência do Cairo em 1994. E como é humilhante para elas não terem conquistado grandes avanços, utilizam intencionalmente termos vagos, uma linguagem sorrateira, como é a ideia de "saúde reprodutiva". Mas, elas ainda precisam lutar com unhas e dentes para conseguir promover essa perspectiva.

Quase todas as pessoas familiarizadas com essa área admite que saúde reprodutiva inclui o aborto. Então, quando a esquerda introduz esse conceito nos documentos, e muitas vezes, ONGs pró-vida e nações pró-vida insistem na sua remoção.


Quando a esquerda não consegue isso, insistem na substituição dos termos por outros menos ofensivos, como a "saúde materna". Ainda assim, também na falta disso, insistem em qualificações que excluem o aborto desses termos.

As feministas precisam lutar insistentemente em cada passo do processo e, no caso da Comissão sobre População e Desenvolvimento, terminaram sem nada. Elas parecem dispostas à deixar as mulheres africanas no frio, a menos que consigam obter seu quilo de carne - a do feto inocente.

O projeto feminista de usar a ONU como um veículo para promover sua causa sob o disfarce de direitos humanos sempre foi uma proposta incompleta. Primeiro, viola a soberania nacional para ter algo tão controverso imposto por um organismo internacional. Segundo, o mundo não concorda com o aborto sob demanda, como temos nos Estados Unidos e é o modelo que as feministas da ONU querem usar no mundo todo.

As feministas gastaram literalmente centenas de milhões de dólares e centenas de milhares de homens-hora tentando usar a ONU para impor o aborto ao mundo e não mudaram nada sobre o assunto em 25 anos. De fato, talvez elas devam desistir de agir com tanta teimosia.


Por: Austin Ruse - C-Fam

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.