ONU pressiona a Polônia para legalizar o aborto de bebês com Síndrome de Down - "Direito das mulheres"

Um grupo de "especialistas em direitos humanos" das Nações Unidas pediu ao parlamento polonês que rejeitasse uma lei pró-vida que visa salvar a vida de bebês doentes ou que possuem alguma alteração genética, como a Síndrome de Down.  


O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre a discriminação contra as mulheres, afirma que a lei “Stop Aborcji”, se aprovada, prejudicaria a saúde das mulheres e violaria as obrigações internacionais de direitos humanos da Polônia.

Atualmente, na Polônia, existem apenas três condições sob as quais uma mãe pode optar para que o médico encerre a vida do seu bebê: quando sua vida ou saúde correm sério risco, quando a criança é resultado de um ato criminoso, ou quando o feto tem uma deficiência grave. É essa última possibilidade que a lei "Stop Aborcji" pretende remover.


Em um comunicado de imprensa, os “especialistas” pró-aborto das Nações Unidas reclamaram que o governo polonês não havia respondido às suas comunicações mais recentes sobre a lei proposta.

A lista de infortúnios que eles preveem que poderia recair sobre as mulheres polonesas, se elas forem obrigadas à preservar a vida de seus filhos em gestação, inclui danos à sua “igualdade, dignidade, autonomia e integridade corporal”, restringindo o “acesso à informação e seus direitos a uma vida privada e exposição a formas de tratamento cruel e desumano”.

O projeto “Stop Aborcji” foi apoiado por bispos católicos da Polônia, que pediram aos católicos que mostrassem apoio ao projeto através de uma campanha via correios. Mais de 800.000 poloneses pediram ao seu parlamento, ou Sejm, para aprovar o projeto de lei.

Aleksander Stępkowski, professor de direito e ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Polônia, disse à LifeSiteNews que a declaração do Grupo de Trabalho da ONU não tem base razoável.

"Desde que se estendeu a proteção dos nascituros na lei polonesa em 1993, a mortalidade materna diminuiu drasticamente na Polônia e agora é uma das taxas mais baixas do mundo", afirmou. “É muito menor do que em países com amplo acesso ao aborto (8 vezes menor do que nos EUA, 5 vezes menor do que no Reino Unido)”.

“A proteção adicional da vida [nascituro] na Polônia resultará em mais uma redução na mortalidade materna”, previu ele.


Stępkowski observou que a pressão de "especialistas da ONU" não é novidade, e que essa afirmação mais recente é intelectualmente embaraçosa.

"Não se baseia apenas em superstições e mitos promovidos pelo aborto internacional [defensores], mas também exemplifica uma atitude arrogante em relação à sociedade civil polonesa e, mais genericamente, à democracia", afirmou.

“Os chamados 'especialistas', não tendo nem mandato democrático nem responsabilidade com a sociedade [porque não foram eleitos diretamente pelo povo], estão instando um governo democrático a desconsiderar a vontade das 830.000 mulheres e homens poloneses que, em apenas 3 meses, apoiaram por escrito a lei cívica que protege muitas crianças da cruel morte nos consultórios ginecológicos”, observou o professor.

Stépkowski expressou seu desgosto pelo fato de a ONU ter divulgado a declaração em 22 de março, um dia depois do Dia Mundial da Síndrome de Down da ONU. Bebês não nascidos com Síndrome de Down são atualmente as “vítimas mais freqüentes” das disposições atuais nas leis da Polônia para permitir o aborto eugênico, disse ele.

Ele observou que o Comitê para a Proteção de Pessoas com Deficiência da ONU disse que o aborto eugênico é um exemplo de discriminação contra pessoas com deficiência e espera que a pressão que os "especialistas" pró-aborto querem exercer sobre a Polônia tenha um efeito sobre os legisladores poloneses.


Por: Dorothy C. McLean
LifeSiteNews

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