Juiz se recusa a realizar "casamento homossexual" e é condenado a três anos de suspensão


Um juiz evangélico que se recusou a oficializar uniões de pessoas do mesmo sexo foi condenado a uma suspensão de três anos, na última quinta-feira, pelo Tribunal Supremo de Oregon, EUA, a maior suspensão na história do tribunal.

O juiz Vance Day, que em 2014 se recusou a oficializar um "casamento homossexual", terá 14 dias para apresentar uma petição no Supremo Tribunal do Estado, pedindo que reconsidere a decisão da sua suspensão.

O tribunal decidiu que Day agiu com preconceito contra casais do mesmo sexo, depois que supostamente instruiu o pessoal em seu escritório a dizer que ele não estava disponível para pedidos de casamento do mesmo sexo, enquanto os casais heterossexuais tiveram suas cerimônias agendadas.

Phil Lemman, porta-voz do Departamento Jurídico de Oregon, disse que a suspensão de três anos é a mais longa na história do tribunal, de acordo com a agência Associated Press.

Ainda segundo o tribunal, o magistrado também foi suspendo porque no mesmo ano autorizou a liberação de uma arma de fogo para um criminosos que estava em liberdade condicional no país. Quanto a isso, os advogados de Day disseram que o juiz errou quando fez a liberação da arma, mas argumentaram que a principal razão da sua condenação foi devido às suas crenças religiosas.

"Nossa opinião é que ele está sendo alvo de perseguição religiosa", disse Ralph Spooner, um dos advogados do juiz, no OPB.org .

"Em nossa sociedade, é perfeitamente necessário garantir esses princípios legais [do direito a união entre pessoas do mesmo sexo]", acrescentou, "mas acho que se você é cristão, muçulmano - seja qual for sua fé - isso não o desqualifica para ser um juiz".

Enquanto uma comissão de ética pediu que Day fosse removido do cargo em 2016, Janet Schroer, outro de seus advogados, disse que tal movimento estava indo muito longe:

"A suspensão do tribunal negligencia o fato de que, durante um breve período, o juiz Day cautelosamente recusou realizar uniões do mesmo sexo, porque a Constituição de Oregon proibiu esse tipo de casamento por referendo das pessoas", explicou Schroer.

"Só apenas um ano depois, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu de forma conclusiva que a Constituição dos Estados Unidos contraria a proibição de casamento entre pessoas do mesmo sexo estabelecida no Oregon".

Segundo um comunicado do Tribunal, emitido esta semana:

 "(Day) atuou desonestamente e para seu próprio benefício. Esses aspectos da má conduta sugeriram que ele não era confiável, afetou negativamente sua capacidade de servir em um sistema judicial que depende fundamentalmente de verdades e prejudicou a integridade do judiciário e do caráter dele como juiz. Ele comunicou indiscutivelmente a sua equipe a intenção de tratar os casais do mesmo sexo de maneira diferente dos casais de sexo oposto".

O juiz anunciou em 2015 que deixaria de realizar casamentos completamente. Ele disse ao Statesman Journal, na ocasião, que estava montando a sua defesa, argumentando que seus direitos à liberdade religiosa e de expressão, conforme garantido pela Primeira Emenda Americana, serão violados se ele for forçado a oficializar uniões do mesmo sexo.

"Eu não acredito que, ao fazer juramento como juiz, que de alguma forma deixei de lado minhas liberdades civis da Primeira Emenda e que, como juiz, sou um cidadão com menos direitos do que outros", disse ele na época.


Com informações: Christian Post

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.