Diferenças sexuais no cérebro: a depressão reage de forma diferente nos homens e nas mulheres, aponta estudo

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Homens e mulheres com transtorno depressivo maior (MDD) têm mudanças opostas na expressão dos mesmos genes, de acordo com um novo estudo cerebral pós-morte realizado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e Centro de Vícios e Saúde Mental (CAMH) em Toronto, Canadá.

Os resultados, publicados na revista Psiquiatria Biológica, indicam patologia distinta e sugerem que homens e mulheres podem precisar de diferentes tipos de tratamento para a depressão.

"Este importante documento destaca os divergentes mecanismos moleculares que contribuem para a depressão em homens e mulheres. Ele desafia o pressuposto de que um diagnóstico semelhante em pessoas tem a mesma biologia", disse John Krystal, MD, Editor da Psiquiatria Biológica.

"Embora os pesquisadores tenham examinado os cérebros de indivíduos deprimidos por décadas, muitos desses estudos incluíram apenas homens", disse a autora principal da pesquisa, Marianne Seney, PhD, da Universidade de Pittsburgh. Isto é, apesar das diferenças em MDD [Transtorno Depressivo Maior] entre homens e mulheres - as mulheres têm duas vezes mais probabilidades de serem diagnosticadas com MDD e relatam maior gravidade da doença e diferentes tipos de sintomas do que os homens.

O estudo combinou oito conjuntos de dados publicados (quatro em homens e quatro em mulheres) em uma meta-análise. O autor sênior Etienne Sibille, PhD, da CAMH, e colegas, analisaram os níveis de expressão gênica, que indicam a quantidade de proteína que um gene produz, no tecido cerebral pós-morte de 50 pessoas com MDD (26 homens e 24 mulheres) e o mesmo número de homens e mulheres não afetados para comparação.

A maioria dos genes alterados foi tanto em homens, como mulheres. No entanto, os genes alterados em homens e mulheres foram alterados em direções opostas.

As mulheres aumentaram a expressão de genes que afetam a função da sinapse, enquanto os homens diminuíram a expressão dos mesmos genes. As mulheres apresentaram diminuição nos genes que afetam a função imune, enquanto os homens aumentaram a expressão desses genes. Além disso, os pesquisadores aplicaram seus métodos aos dados de um conjunto diferente de assuntos e replicaram as mudanças opostas.

A análise incluiu três regiões cerebrais diferentes que regulam o humor - córtex cingulado anterior, córtex pré-frontal dorsolateral e amígdala - que são disfuncionais em MDD.

As mudanças opostas na expressão gênica foram específicas para as diferentes regiões cerebrais. Então, se as mulheres aumentassem a expressão de um gene específico em uma região e diminuíram em outra, os homens mostraram o contrário.

Como o estudo usou tecido cerebral pós-morte, o efeito das assinaturas moleculares opostas sobre como MDD afeta homens e mulheres de forma diferente não poderia ser estudado. Mas, os achados apoiam a evidência de que essa psicopatologia atua de forma específica em mulheres e homens.

"Esses resultados têm implicações significativas para o desenvolvimento de possíveis tratamentos novos e sugerem que esses tratamentos devem ser desenvolvidos separadamente para homens e mulheres", disse o Dr. Seney.

Por exemplo, no artigo, os autores sugerem que novos tratamentos que visam tratar essa psicopatologia de forma específica, de acordo com o sexo, podem suprimir a função imune em homens ou aumentar sua função em mulheres.

Comentário:

O leitor que acompanha nossas publicações combatendo a ideologia de gênero deve ter compreendido a associação do título com o estudo. No quesito "depressão", a forma como o tema é abordado é questionável, tendo em vista que está fundamentada no modelo biomédico de saúde, o que diverge da linha comportamental e cultural, portanto, psicológica que adotamos.

No entanto, há uma contribuição inegável para a compreensão de como a depressão desencadeia reações químicas distintas no cérebro do homem e da mulher, o que para nós, além de elucidar o funcionamento biológico em - consequência - desse conflito emocional, na absoluta maioria dos casos, reforça a certeza de que as diferenças sexuais entre homens e mulheres são inegáveis.

Ou seja, até no estudo da depressão a ideologia de gênero se mostra uma falácia, visto que a realidade biológica é inevitável, sendo capaz de afetar não apenas a formação de nossa identidade, como a maneira como reagimos ao meio.

Por: Rhiannon Bugno - Elsevier 

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Diego Souto
24 de março de 2018 10:31

E mais uma vez vemos um estudo que refuta essa ideia odiosa de "ideologia de gênero". Homens e mulheres são diferentes BIOLOGICAMENTE, e não são "meros constructos sociais" como alegam os defensores dessa ideologia nefasta.

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