Estado declara a pornografia "um risco para a saúde pública" por danos ao comportamento sexual


A Câmara dos Deputados da Flórida, nos EUA, declarou a pornografia um risco para a saúde pública na última terça-feira


A resolução aprovada pelos deputados "reconhece o risco para a saúde pública criada pela pornografia e reconhece a necessidade de educação, prevenção, pesquisa e mudanças políticas para proteger os cidadãos desse estado".

O representante republicano Ross Spano, um dos patrocinadores da medida, abordou o Comitê de Saúde e Serviços Humanos da Flórida em janeiro sobre os perigos da pornografia, dizendo que existe uma ligação entre o uso do pornô, a doença mental e o comportamento sexual de risco.

"A pesquisa encontrou uma correlação entre uso de pornografia e doenças mentais e físicas, dificuldade em formar e manter relacionamentos íntimos, desenvolvimento cerebral insalubre e função cognitiva, e comportamento sexual desviante, problemático ou perigoso", disse Spano.

A resolução completa cita o vício, o maior risco de baixa auto-estima e distúrbios alimentares entre os perigos, ao notar que a pornografia objetiva as mulheres e alimenta o tráfico sexual.

A mídia criticou a medida que reconhece a pornografia como um risco para a saúde pública, logo após o devastador tiroteio da semana passada na Flórida e o consequente debate da Segunda Emenda.

A Flórida não é a única que reconhece a pornografia como uma crise de saúde pública


Vários estudos descobriram que a pornografia é destrutiva para casamentos, a saúde mental e uma vida sexual saudável, além de promover a violência e o tráfico sexual.

O estado de Utah também declarou oficialmente a pornografia uma crise de saúde pública e vários outros estados agiram de forma semelhante declarando a pornografia um problema de saúde.

O autor Matt Walsh escreveu em novembro passado sobre uma pesquisa que detalha o consumo de pornografia no mundo, em especial nos Estados Unidos:

"Nós dedicamos muito mais de quatro bilhões e meio de horas em 2016 para assistir pornografia em um site pornô", disse ele. "Apenas no Porn Hub, a humanidade passou o dobro do tempo visualizando pornografia em um ano. O site tinha mais de 90 bilhões de visualizações de vídeo e 44 mil visitantes a cada minuto todos os dias. Tudo se resume a mais de 500 mil anos de pornô consumido no período de 12 meses. Desde 2015, [proporcionalmente] os seres humanos passaram um milhão de anos assistindo pornografia".

O Centro Nacional de Exploração Sexual também trabalha para combater a crise de saúde pública criada pela pornografia. Ele fornece recursos, aumenta a conscientização e envolve o direito público.

Comentário:

Alguns não sabem, ainda, mas há estudos que relacionam o consumo de pornografia ao uso de drogas. Algumas pessoas se tornam dependentes, emocionalmente, da pornografia, prejudicando suas relações afetivas e também físicas, ao desenvolverem padrões de conduta sexual autodestrutivos.

O grande problema está no fato da pornografia ser uma indústria de exploração comercial do corpo e das fantasias, de modo que o consumidor cria, para si, uma vivência de acordo com o que é "ditado" pelo mundo ilusório da pornografia associado à ideia de prazer.

Essa associação cria no consumidor (usuário!) a falsa expectativa de trazer para a vida real o que ele acredita ser o "prazer" da pornografia. Entretanto, estimamos que cerca de 70% do que é praticado na pornografia não condiz com o a realidade do prazer, de fato, desejado pelo homem e pela mulher, considerando não apenas o âmbito físico, mas também afetivo.

Quem deseja saber mais detalhes sobre a cruel indústria da pornografia, recomendamos ler os relatos de uma ex-atriz pornô, autora do livro "A verdade por trás da fantasia da pornografia", clicando aqui.


Com informações: Life Site News
Comentário: Will R. Filho

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