Jair Bolsonaro - O inimigo comum do establishment que está colocando a mídia em pânico

Jair Bolsonaro eleições 2018

Jair Messias Bolsonaro se tornou o inimigo número um da grande mídia. Ele é visto como o "Trump" brasileiro e se depender de como as coisas andam na imprensa nacional pode ter o mesmo destino que o americano, tornando-se o novo Presidente do Brasil.


2018 começou com punhos de ferro, ao menos na imprensa. Grandes veículos que até então pareciam ser de informação passaram a se dedicar quase exclusivamente a militância política, abandonando de uma vez por todas o jornalismo imparcial e informativo.

Jornais de grande porte como a Folha de São Paulo, Estadão ou revistas como a VEJA, EXAME, ÉPOCA ou ISTOÉ, que são essencialmente de - informação - e não de opinião, iniciaram uma campanha frenética de matérias atacando o pré-candidato Jair Bolsonaro que vem chamando atenção até mesmo dos seus adversários.

O fato é que não são denúncias objetivas, por exemplo, de caráter judicial, envolvendo corrupção ou outras questões diretamente relacionadas à vida pública, mas dados sobre questões na sua maioria irrelevantes para o contexto atual, deixando evidente a intenção de manipular os fatos, ainda que mínimos, para prejudicar a imagem do deputado perante seus eleitores.


Uma pequena revisão das últimas publicações dos veículos citados acima, especialmente nas redes sociais, vai lhe dar uma noção precisa desse acontecimento. Jair Bolsonaro é o nome que aparece diariamente, as vezes em sequência e em questão de minutos, em matérias que parecem terem sido feitas sob encomenda e distribuídas orquestradamente para todos os grandes veículos.

O que chama atenção não é a replicação das notícias, o que é comum, mas sim a superficialidade das "informações" e o caráter manipulador dos conteúdos.

Para quem acompanha os noticiários assiduamente, percebe uma ação coordenada envolvendo jornais, revistas, TVs, partidos políticos, personalidades e mídias que agora vêem se revelando cada vez mais partidárias, na intenção de desconstruir a imagem de Jair Bolsonaro perante seu eleitorado, enquanto, por outro lado, tentam favorecer outros candidatos.

Esta ação, ao que parece, coordenada contra um candidato específico, visa tentar reequilibrar o pleito eleitoral, garantindo a sobrevivência dos mesmos esquemas de interesses, bem como das velhas raposas políticas que detém a maior parte dos poderes partidários. Na prática, se trata de um forte indicador do quanto a candidatura de Jair Bolsonaro está crescendo, possivelmente ultrapassando a expectativa de ir para o segundo turno.

Não seria surpresa alguma o número de ataques caso o então deputado estivesse envolvido em escândalos de corrupção ou quaisquer outros que merecessem tamanha atenção, como os que são investigados pela Lava Jato, por exemplo. Entretanto, não é o caso. É como se você acordasse pela manhã e visse todas as grandes mídias colocando Marina Silva na capa como uma "terrível ameaça" para o Brasil! Estranho, não?

A diferença entre Marina e Bolsonaro, nesse caso, é que o deputado não mede muito as palavras e não faz questão alguma de ter um discurso dúbio sobre temas polêmicos. Ambos, até onde sabemos, não estão envolvidos em corrupção. Todavia, a reação negativa contra Bolsonaro está sendo absurdamente maior do que com a candidata da Rede, deixando claro que o problema contra o deputado é estritamente - ideológico - e não de legitimidade, o que é muito preocupante do ponto de vista jornalístico, uma vez que é vital para a democracia uma imprensa IMparcial.

Mais importante do que combater a corrupção é manter o "establishment"


Quando falamos de "establishment" nos referimos a uma ordem estabelecida. Um tipo de poder instalado. Um sistema, forma de mecanismo ou funcionamento. É a maneira como as coisas funcionam. O controle que alguém ou um grupo exerce sobre outros, determinando para eles como devem pensar e se comportar. É semelhante ao que é "politicamente correto".

Jair Bolsonaro virou o inimigo comum da grande mídia, dos grandes partidos e engenheiros culturais exatamente porque parece ser alguém que não pertence ao establishment. Ele é visto como uma ameaça aos interesses de quem controla a "ordem" e já fez questão de deixar isso explícito diversas vezes em sua fala, por exemplo, quando disse que se eleito vai cortar o repasse de dinheiro público para verba publicitária da Rede Globo.

O mesmo equivale ao que se entende por "governabilidade" no Congresso, que atualmente é baseada na distribuição de cargos de interesse entre os partidos. Isso, claro, sem entrar nas pautas sociais polêmicas, como a redução da maioridade penal, descriminalização das drogas, aborto, ideologia de gênero, direitos humanos e outros, em que o deputado se demonstra muito mais alinhado com a opinião pública, de fato, do que com o "politicamente correto".

Por tudo isso Bolsonaro é classificado também como um "outsider". Ouvimos muito esse termo em 2016, nas eleições presidenciais americanas, utilizado para definir o atual Presidente Donald Trump. Significa, em outras palavras, alguém que é "fora da linha", que não se encaixa em nenhum grupo ou que possui o seu próprio estilo de vida, pensamentos e crenças e por isso é visto como um "estranho" diante dos outros. Um verdadeiro Enéas Carneiro!


O fato é que Bolsonaro atualmente não é um "outsider" solitário, especialmente com a utilização em massa da internet como veículo alternativo à grande mídia. Ele representa, na verdade, o pensamento de boa parte da população brasileira, que é conservadora, e é justamente disso que os que pertencem ao "establishment" tem medo, pois sabem que o "politicamente correto" e o controle que possuem da população através dele só existe porque é imposto por - modelagem cultural - através da grande mídia, da manipulação e omissão de informações.

Ao levantar minúcias sobre a vida de Jair Bolsonaro e sua família, muitas das quais especulativas, a grande mídia e os poderosos por trás dela, alinhados com grandes siglas partidárias como o PT, PSDB e o PMDB, não estão interessados em tratar da legitimidade do candidato, por exemplo, quanto à honestidade ou de um plano de governo eficaz para o país. Eles querem apenas tirá-lo da disputa política através da difamação, manchando sua imagem ao máximo possível para que não se torne uma ameaça ainda maior.

Por fim, o fato é que reconhecer a legitimidade de Jair Bolsonaro como candidato à Presidência não depende de concordar ou não com suas ideias. Depende unicamente de ser favorável ao processo democrático e entender a extrema importância de uma mídia transparente e comprometida com a verdade dos fatos, ainda que eles incomodem alguns.

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.

12 de janeiro de 2018 09:42

Excelente material, muito bom, já vi que nessa redação não existe "puxadinhos" parabéns.

Resposta
avatar