Internautas acusam o BBB18 de promover incesto, mas quem patrocina o programa não é você?


Acusada de promover incesto entre pai e filha, a Rede Globo mais uma vez vira algo de polêmica através da nova edição do Big Brother Brasil 18 ao colocar uma família que parece ser adepta de "relacionamentos abertos".


Infelizmente, a mentalidade do brasileiro ainda é de "massa" e parece não conseguir distinguir a responsabilidade que possui pelo que é produzido na TV. O telespectador atua como um ser passivo e inerte diante das estratégias mais sórdidas das emissoras que em nome da audiência apelam para tudo, inclusive os absurdos.


Não resta dúvida alguma do compromisso que a Rede Globo possui com as pautas chamadas "progressistas" e moralmente "liberais". Toda sua programação é voltada para isso, de modo que às ideologias feministas e de gênero ocupam, digamos, 90% da sua grade de conteúdos. Tudo isso tem o objetivo evidente de influenciar a mente e o comportamento dos telespectadores com base no que acreditam os "engenheiros cultuais" da emissora.

Por outro lado, o telespectador é que não possui compromisso algum com a sua consciência e, por que não dizer, princípios! Esse telespectador é aquele capaz de assistir uma programação inteira, criticando-a do início ao fim, mas sem ter a capacidade de no primeiro sinal de inutilidade, confronto com seus valores e crenças, mudar de canal ou simplesmente desligar a TV.

É o telespectador que faz "textão" em sua página na internet, mas logo em seguida senta igual um(a) zumbi diante da TV para ver "...apenas por curiosidade" ou, como dizem, "saber o que acontece no mundo" acompanhando a novela, o programa de auditório ou os "realitys" da vida que para nada prestam, senão para tomar o seu tempo e minar a sua inteligência.

O que sustenta programas como o BBB18 é o patrocínio conquistado pela emissora com a sua audiência


O que é preciso fazer para que esse típico telespectador descrito acima compreenda que o sustento e a qualidade das programações de uma emissora estão diretamente relacionados à sua audiência?

O que é preciso fazer para que esses(as) "zumbis" da televisão entendam que o dinheiro utilizado para produzir novelas, BBBs, programas de auditórios e vários outros conteúdos transmitidos em canais como a Rede Globo, os mesmos que tanto criticam, são consequência do seu patrocínio indireto?


Quem paga os custos da produção é você, telespectador, porque é através da sua audiência que as grandes empresas decidem se vão ou não anunciar seus produtos e serviços durante os intervalos comerciais. Se não há números significativos de telespectadores, não há anúncio. Se não há anúncio, não há programação.

Se não há audiência é porque algo errado tem com a programação de modo que a emissora é obrigada, por necessidade econômica, rever seu conteúdo e adequá-lo aos interesses do telespectador. É fácil compreender isso, ou não?


Polemizar é a estratégia de canais como a Rede Globo para querer chamar atenção e conquistar audiência através da curiosidade


Muitas vezes evitamos escrever matérias acerca de assuntos pertinentes à Rede Globo e suas perversões ideológicas. Isso, porque, faz parte do plano estratégico da emissora o "marketing negativo". Esse é o tipo de promoção gratuita que mesmo sob críticas, ajuda na divulgação do conteúdo.

O alvo principal de repercussões negativas de conteúdos, como é o caso da relação supostamente incestuosa entre pai e filha no BBB18, é o pobre telespectador de baixo senso crítico que pela curiosidade de "ver se é isso mesmo", vai sintonizar a programação e se tornar cativo do conteúdo.

Perceba que o aumento de polêmicas envolvendo a TV Globo é cada vez mais frequente. Isso acontece porque é provável que os executivos da emissora estejam percebendo o aumento de reações contrárias à ela, fazendo perder audiência. Se o interesse não é abandonar as velhas pautas, a alternativa é polemizar e tentar atrair pela curiosidade e pelo convencimento.

O que você decide fazer com a sua audiência, muito mais do que com suas críticas, é o que realmente influencia e faz diferença. Você pode não evitar a exibição de cenas deploráveis e conteúdos inúteis em uma emissora, mas vai preservar, antes de tudo, a sua própria consciência, e isso é o que realmente importa.

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