FUTEBOL - O PÃO E O CIRCO DOS IGNORANTES! SERÁ?

Calma, calma, falar assim de futebol num país como o nosso parece um absurdo não é mesmo? E já que estamos na moda das fobias, eu corro um sério risco de ser acusado de futebolfóbico! Mas o fato é; será que o futebol hoje não assumiu a política do pão e circo adotada pelos romanos para “domar” a população frente aos problemas sociais na antiguidade? Pense comigo:

Na Roma antiga para desviar a tensão da população, carente de trabalho, informação e qualidade de vida, os governantes davam ao povo shows de luta entre gladiadores. Durante estes shows distribuía alimento (pão) ante as apresentações de humor e lutas. Estas medidas iludiam a população, davam a impressão de bem-estar, criando assim uma sociedade de falsas alegrias. Enquanto isso os governantes da época (da época?) se regavam de privilégios à custa do povo, ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres... 

O futebol hoje é o pão e circo das massas, se ignorantes ou não, cada um que avalie a si mesmo e julgue o modo como trata este esporte. Eu, porém, não vejo nenhuma inteligência em pagar do meu bolso as somas absurdas de dinheiro que movimentam os “gladiadores desse circo romano”. Não vejo nada de inteligente nas horas e horas de debates diários e repetitivos nos "programas esportivos" sobre o porquê da bola ser... redonda (se é que me entende!). Das brigas e gritos fanáticos por algo que nada tem haver com a vida do “esfolado” e anônimo torcedor. O que há de inteligente na aplicação de milhões e milhões para construção de coliseus, ou melhor, estádios de futebol na justificativa de investimento futuro, enquanto a população, no presente, morre na fila do hospital, na mão do criminoso, na angústia de não ter um prato de comida ou simplesmente na catástrofe do transporte público? O que há de inteligente assistir a programas e comentários esportivos que na verdade se resumem a futebol, futebol e futebol? Que digam os nossos campeões mundiais anônimos de outros esportes, muitas vezes patrocinados através de muito sofrimento e humilhação para tão pouco reconhecimento...

Escrevendo assim você deve achar que não gosto de futebol ou que sou contra o esporte futebol, certo? Gosto de futebol, acho muito divertido e jogo sempre que posso. Isso porque o esporte nada tem haver com a minha crítica. Falo contra o tratamento que as grandes empresas e mídias dão ao futebol para que através dele enriqueçam a custa de um povo na sua absoluta maioria simples, que adotam esse esporte como um símbolo de auto-estima, sucesso e fantasias pessoais frente aos problemas que vivem. Não seria melhor viabilizar a educação de qualidade, dar ao povo a oportunidade de escolher por si mesmo as opções de formação, opinião e entretenimento? Não, não, não, isso é muito caro e o trabalho seria bem maior, melhor mesmo é dar apenas “pão e circo”.

Nada de ruim num esporte que é talvez o mais democrático e que pode despertar profundas alegrias entre amigos, familiares, numa Nação. Ruim está no tratamento especial que faz abandonar tantos outros esportes e atletas, reservando para eles o mínimo espaço. Pior ainda quando por trás desse esporte futebol, uma vez que supervalorizado e objeto de alienação de muita gente, existem interesses comerciais capazes de manipular resultados na economia de Cidades, Estados, a política de uma Nação inteira em prol de uma minoria. E como se não bastasse, essa manipulação vai além da economia, atinge o ego e consequentemente o comportamento do cidadão, aquele que na maioria das vezes não teve acesso a uma educação de qualidade, mas que é capaz de fazer das “tripas coração” por um time de futebol.

Pense duas vezes antes de ir ou assistir na TV a um jogo de futebol. Não digo para não ir, digo para pensar. Será que não estamos tirando da boca de crianças a comida tão desejada, das mãos o livro tão valioso, do trabalhador especializado o salário tão merecido, do doente a chance da cura, para dar a uma minoria a oportunidade de reinar a base de “pão e circo”? Você pode achar que não diretamente, mas indiretamente, talvez sim!

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