VOCÊ SEPARA AMOR E SEXO?

Bastante delicado esse assunto e requer disposição para pensar cuidadosamente entes de tirar conclusões precipitadas. Acredite, nem tudo é o que parece.

De fato amor e sexo são duas coisas diferentes e a existência de um não implica na existência do outro, no entanto, compreender isso não significa valorizar mais a um e menos a outro, mas sim dizer que esses dois elementos APENAS têm FUNÇÕES diferentes e, que, portanto, são diferentes em suas funções. Isso significa que na prática, apesar de amor e sexo serem coisas diferentes, a existência deles é complemento de algo muito maior na vida do ser humano chamado RELACIONAMENTO.

O amor leva ao sexo, como o sexo – pode – também levar ao amor. Mas existe um grande problema. Atualmente parece que estamos perdendo a magia do amor e sexo, ao ponto de se tratá-los como itens de conveniência num relacionamento e não como expressão de paixão e desejo sincero. Desse modo o que passa a existir não são relacionamentos, mas laços de interesses banais que superficializam os sentimentos e afeições e vangloriam impulsos instintivos como modo de escape até mesmo de tensões pessoais.

O sexo não é o mesmo que amor, porque ele pode ser motivado apenas por impulso carnal, ou seja, por uma condição fisiologicamente predisposta para determinado ato, que é natural à nossa espécie. Por outro lado o amor não é motivado por impulsos, mas por afeições que vão sendo construídas ao longo do tempo. Ou seja, amor é um sentimento construído, sexo é um desejo impulsivo passageiro. Na prática, portanto, até podemos separar amor e sexo entendendo-os como duas coisas diferentes em suas funções, mas é exatamente aí que está o grande problema da questão. Vejamos:

Quando separo estes elementos, eu automaticamente “coisifico” o ser humano e reduzo a sua capacidade de relacionamento com o próximo a uma mera troca de conveniências, com vistas últimas ao prazer instantaneamente carnal. Mas onde esta o problemas disso? O problema é que não somos criaturas feitas para este fim. Nossa racionalização nos faz seres de afeição construída, diferentemente dos animais, onde suas relações são construídas por conveniência natural aos instintos de cada espécie, não havendo modificação aparente, nós humanos construímos sentimentos que são segundo não a necessidades instintivas, mas psicológicas/sentimentais. É por este motivo que entendemos confiança, fidelidade e traição como valores de uma relação a dois, pela construção de sentimentos que vão muito além do desejo sexual. Agora, separando amor e sexo, todos estes valores perdem seu significado, as relações passam a ser impulsivas, desse modo já não somos humanos, e sim animais...

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