A Estratégia Brasileira em Suposto Acordo Militar com a França

Foi boa a estratégia brasileira de anunciar para o mundo a intenção de comprar 36 caças GIE Rafale da França. A princípio considerado por alguns um equívoco do governo brasileiro por tal manifesto ante os demais concorrentes (Suíça e EUA), após a manifestação dos EUA e agora da Suécia pode-se então entender a estratégia comercial do governo brasileiro.
O fato é que não é interessante para o Brasil fechar parceria bilionária sem haver transferência tecnológica, uma vez que o ápice de grandes investimentos, principalmente na área militar, esta não no objeto de compra apenas, mas também na aquisição de conhecimentos sobre o processo de fabricação do produto adquirido.
Após expor publicamente a intenção de compra dos caças françeces, os EUA que entraram na concorrência com os caças F18 super Hornet emitiram uma nota afirmando estarem dispostos a realizar transferência de tecnologia para o Brasil, claro, após verem a bilionária parceria com o mais influente pais da América Latina esvair para a Europa.
Após os EUA foi a vez da Suécia, o vice-ministro da Defesa Suéca, Hakan Jevrell, e o representante da Saab Bengt Javer, fabricante de caças naquele país, fizeram uma nova proposta de venda dos caças suécos ao governo brasileiro. Simplesmente nessa nova proposta o preço do caça sueco sairá pela METADE do Americano e Francês, além de se dispor (também) no compartilhamento de tecnologia para que a empresa brasileira Embraer e a Sueca Saab fabriquem o caça Gripen NG também para países da América Latina e no resto do mundo.


Este quadro não deixa de refletir uma corrida armamentista na América Latina, já que ante os movimentos militares da Colômbia/EUA e Venezuela o Brasil como líder político não poderia ficar sem expressão. Com este pacote bilionário com a França que inclui não apenas 36 caças, mas também 50 helicópteros, 4 submarinos convencionais e 1 nuclear, o Brasil torna-se a maior potência militar da América Latina, ficando atrás de EUA e Canadá no Continente Americano, entrando também para o seleto grupo dos cinco países que possuem submarino nuclear.

De fato o jogo comercial brasileiro surtiu efeito! Até a próxima...


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