Programa "SuperNanny" é processado por violar o "direito das crianças" e organização pede o cancelamento da transmissão


Transmitido em mais de 20 países, o famoso programa SuperNanny que estreou em Portugal no último domingo, dia 14, está sendo processado por supostamente "violar o direito das crianças". A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) do país está exigindo o cancelamento imediato da transmissão.


Acredite se quiser, mas a versão portuguesa do programa conhecido como SuperNanny, transmitido no Brasil pelo SBT, onde a renomada educadora e escritora Cris Poli ensina famílias à lidar com dificuldades na educação dos filhos, está sendo alvo de processo judicial no Ministério Público movido pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) de Portugal.

A entidade alega que o "castigo" aplicado às crianças, bem como sua exposição na TV, pode "violar o direito das crianças" e colocá-las em "risco", pedindo ao MP do país que a emissora SIC, responsável pela transmissão, não apenas cancele a produção do programa, como retire todo conteúdo relacionado a ele das mídias, incluindo o episódio que foi ao ar no dia 14 de janeiro.


Emissora de "SuperNanny" em Portugal rebate acusações e diz que continuará com o programa


A emissora SIC, por sua vez, rebateu às acusações. Segundo o Diário de Notícias, a empresa justificou a transmissão por considerar a sua "vertente pedagógica [do programa], fundamental para um debate necessário - e [...] alargado à sociedade portuguesa - sobre questões como a educação familiar e a parentalidade".

"Isto é aplicável a todos os episódios, em que o objetivo é sempre o de auxiliar pais e educadores a melhorarem a relação com os seus filhos, ajudando-os a estabelecer regras e limites e melhorando a comunicação entre todos, criando assim uma dinâmica familiar mais saudável", disse a fonte oficial da emissora.

A emissora também argumenta algo fundamental, que é a responsabilidade dos próprios pais sobre seus filhos. Isso, porque, são eles que procuram a emissora querendo participar do programa. A intenção é buscar ajuda da educadora, que em Portugal é a Psicóloga Teresa Paula Marques (foto acima). A SIC também alega que as acusações da CNPDPCJ não se aplicam ao programa, uma vez que em nenhum momento a "segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento" da criança são colocados em risco, mas pelo contrário, a produção visa justamente auxiliar pais e mães à lidarem melhor com as dificuldades encontradas em casa.



A intenção por trás da perseguição judicial contra o programa "SuperNanny"


Para quem acompanha o excesso de relativismo moral pela influência do marxismo cultural na atualidade, em várias partes do mundo, não é difícil perceber a motivação do processo envolvendo o programa SuperNanny. A questão gira entorno do conceito de "família" e o papel de cada integrante pertencente à ela.

Há uma guerra cultural em curso, cujo objetivo é desconstruir o conceito majoritariamente - judaico/cristão - de família, onde a maior figura de autoridade reside nos pais, principalmente no homem. Para tanto é preciso retirar dos pais sua autoridade, ou reduzi-la ao máximo, tornando os filhos propriedades do Estado. 

A forma de fazer isso, principalmente, é ditando o que é "bom" ou "ruim" para os filhos, e isso não pode ser feito sem que o Estado determine qual modelo de educação deve ser transmitido aos filhos. Os "direitos de crianças e adolescentes" são meios cada vez mais utilizados para essa finalidade.

Esse é o motivo, por exemplo, de medidas como a "Lei da Palmada" já aprovada aqui no Brasil, bem como a intenção de oferecer escolas em tempo integral. Se você pensa que isso tem a ver com a ideia de melhorar a educação, está enganado(a). Essa é a imagem transmitida para a "massa" (população). Tem a ver, sim, exatamente com o que já declarou publicamente a Procuradora Débora Duprat ao afirmar que as crianças - não - pertencem às famílias. Veja aqui.

A maioria dos profissionais não têm consciência dessas intenções, pois já tiveram uma educação modelada para isso. Os verdadeiros ideólogos por trás desses projetos, no entanto, sabem exatamente quais os objetivos que pretendem alcançar, paulatinamente, até que o Estado exerça mais poder do que os pais sobre os "direitos" dos filhos. Direitos esses, claro, criados segundo os interesses de quem controla o Estado e deseja, consequentemente, controlar a sociedade. Os filhos são apenas um meio para esse fim.


Por: Will R. Filho

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