Presidente do PT, Gleisi Hoffmann ameaça e diz que para prender Lula "terão que matar muita gente"


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu na terça-feira que "não peguem decisões políticas para condenar um inocente" durante um ato político ao lado de intelectuais e artistas no Rio de Janeiro, às vésperas de um julgamento contra ele por corrupção.


Lula reiterou que as acusações são "falsas" e novamente atribuiu a uma tentativa de evitar sua candidatura para as eleições presidenciais deste ano.

"Eles entenderam que no campo da política, era muito difícil me derrotar", disse, então tentaram "um crime que nunca existiu" pois "era a única forma possível de tentar evitar que Lula voltasse".


O ex-presidente enfrenta, no próximo dia 24, um julgamento por corrupção que pode inabilita-lo e impedir uma hipotética nova candidatura presidencial.

Um tribunal de segunda instância terá que decidir se ratifica ou não a condenação de 9 anos e meio de prisão recebida por Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um caso envolvendo a Petrobras.

Lula, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, reiterou seu desejo de voltar a disputar a eleição presidencial, pois ele diz que "solução deste país é outra vez incluir os pobres".

"Deve ser que isso os incomoda", acrescentou, e "quero incomodar". "Estou voltando" e "sigo sendo o Lula de paz e amor, mas precisam saber que a minha vontade de brigar é a mesma que a de ser candidato", afirmou.

O ato, realizado em um teatro no bairro do Leblon, contou com a participação de diversos intelectuais e artistas ligados ao PT, e também contou com a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, quem horas antes de acompanhar Lula, afirmou [durante entrevista ao portal Poder 360] que para prender o ex-presidente, "terão que matar muita gente".

O encontro de Lula faz parte de uma campanha organizada pelo seu partido em todo Brasil para apoia-lo e defender sua inocência.

Lula, com sete causas abertas na Justiça, a maioria relacionada com o caso Petrobras, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de outubro.

Comentário:

Lula, o PT e seguidores não possuem outra alternativa, senão tentar emplacar a narrativa desesperada de perseguição política. Toda à lei, juristas e acusações contra sua pessoa devem ser interpretados segundo Lula, e não de acordo com os fatos e inúmeros indícios de corrupção contra ele. Esse é o pensamento fantasioso que desejam impôr na sociedade.

Antes, a principal narrativa do PT e seguidores, bem como do próprio Lula, era de que o juiz Sérgio Moro atuava politicamente. O magistrado de Curitiba era o grande vilão, cuja primeira instância não servia como parâmetro de imparcialidade jurídica.

Agora, todavia, julgado pelo TRF-4, segunda instância e por quatro magistrados diferentes, na iminência de confirmada sua condenação ou mesmo agravada com aumento de pena, o PT, Lula e seguidores mais uma vez retomam o discurso de "perseguição política", provando que tal narrativa não visa convencer o judiciário, mas sim a sociedade, uma vez que não possui fundamento jurídico.

Na prática, o PT e todos que defendem a inocência do seu possível candidato não acreditam na justiça quando ela opera contra os seus interesses. Esse é tipo de pensamento (e postura) comum em governos totalitários, que não admitem terem seus erros revelados, acusados e julgados por nenhuma outra forma de poder (justiça), senão a que eles mesmos definem como "justa" e "imparcial".




Fonte: Efe
Comentário: Will R. Filho


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